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Arte e Cultura

Cineasta premiada em Festival de Brasília tem raízes em Campo Mourão

Cineasta pretende exibir curta em Campo Mourão

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Premiado em três categorias na modalidade curta-metragem, o filme “Tentei” foi um dos grandes destaques no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, evento que aconteceu entre os dias 15 a 24 de setembro. Com roteiro elaborado pela cineasta e jornalista Laís Melo, 29 anos, o curta foi um dos 12 selecionados entre mais de 600 inscritos para a mostra competitiva, conquistando o Troféu Candango, premiação do festival, como Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Fotografia.

Natural de Minas Gerais, a cineasta morou em Campo Mourão dos quatro aos 18 anos, quando ganhou uma bolsa integral para cursar jornalismo em Curitiba, onde reside até hoje. Ela explica que a temática, que narra a história de Glória (Patrícia Saravy) e suas tentativas de fugir do ciclo de violência dentro de um relacionamento abusivo, foi influenciada a partir da sua aproximação com mulheres da classe trabalhadora vítimas de violência doméstica quando realizava coberturas jornalísticas de pautas policiais na região metropolitana da capital paranaense.

Em entrevista exclusiva ao i44 News, Laís diz que sente saudades dos amigos e familiares que deixou por aqui. Enquanto morou na cidade, foi aluna dos colégios Integrado, Marechal Rondon e, no ensino médio, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná,.

A cineasta conta ainda que foi em Campo Mourão que despertou sua proximidade com as artes . A princípio pelo envolvimento com a dança contemporânea. Para Laís,  ter crescido em uma cidade menor e mais segura, permitiu que sua infância e adolescência tivessem uma vivência mais livre. “Campo Mourão me deu a oportunidade de crescer ocupando as ruas, de estar em contato com pessoas, ter amizades profundas, de ouvir histórias, e isso também se relaciona com o fazer cinema, porque o cinema é vida”.

O curta é a primeira produção que jovem cineasta assina como diretora e roteirista e, frisa, é fruto de uma construção coletiva elaborada por uma equipe majoritariamente feminina, cuja parte de criação, como produção, fotografia e direção de arte, ficou totalmente a cargo de mulheres:  Isabele Orengo, Renata Corrêa e Bea Gerolin, respectivamente.

Foram quase dois anos entre o início da elaboração, aprovação do roteiro e gravações, que aconteceram em outubro de 2016. Já a pós produção acabou sendo estendida devido aos limites financeiros do baixo orçamento – apenas R$ 22 mil. 

Quanto aos prêmios, declara ainda “estar digerindo”, pois já estava satisfeita apenas em participar.  Segundo ela, o festival lhe proporcionou uma imersão completa ao longo de quase dez dias no mundo da narrativa cinematográfica.

Laís enfatiza a importância do reconhecimento conquistado com o curta, principalmente por se tratar de um tipo de história que  realça a violência ao qual a mulher da classe trabalhadora está passível. “Eu realmente não estava esperando, tinha tanto filme bom”, comenta ao rememorar o momento da premiação.

A partir da repercussão positiva no Festival de Brasília, a jornalista conta que agora a intenção é que o filme concorra também dentro de outros festivais. Além disso, algumas exibições estão sendo programadas para acontecer paralelamente a estas participações. Campo Mourão ocupa lugar de destaque na lista de cidades que estão sendo programadas para exibição do curta.

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