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Cotidiano

Técnicas da Lava Jato serão utilizadas por promotores do PR

Marcos Porto Soares, promotor do Patrimônio Público Campo Mourão, esteve presente ao evento

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Ascom/MPPR
Dallagnol diz que colaborações premiadas, são "o verdadeiro motor propulsor das investigações"

Membros do Ministério Público de todo o país – incluindo o promotor do Patrimônio Público de Campo MourãoMarcos Porto  Soares  estiveram reunidos  em Curitiba. no final de setembro, participando do “I Workshop Experiências da Força-Tarefa Lava Jato: técnicas especiais de investigação para o enfrentamento da corrupção”.

Durante o evento – que contou com a presença do Coordenador da Força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná, Deltan Dallagnol, foram compartilhadas experiências sobre técnicas de investigação no combate à corrupção adquiridas pela força-tarefa  e debatidos tópicos como técnicas de denúncia e tipologias de lavagem de dinheiro, investigação patrimonial, sigilo fiscal, bancário e telemático, notícias anônimas, relatórios de auditoria e colaboração premiada.

Iniciada em março de 2014, a Operação Lava Jato, que está em sua 45ª fase, é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro já realizada no país. No Paraná, soma mais de 1,7 mil procedimentos instaurados, 97 prisões preventivas e 303 pedidos de cooperação internacional, além de 158 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas.

O repasse das técnicas apresentadas no evento deve aperfeiçoar os métodos de trabalho já  utilizados por promotores que atuam no Paraná. De acordo com coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná, Leonir Batisti, “com a apresentação de procedimentos já utilizados e que produziram resultados, se torna uma ferramenta importante para reforçar a capacidade de investigação dos Ministérios Públicos estaduais.”

Deltan Dallagnol expôs aos participantes a forma de funcionamento da Lava Jato, que segundo ele, está estruturada em quatro pilares. “O primeiro deles são as colaborações premiadas, o verdadeiro motor propulsor das investigações, a partir da qual cada colaborador deve trazer informações ou provas novas ao processo. Em segundo lugar, a estratégia de fases. Após cada fase, a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal passam a focar as investigações no mesmo objeto para produzir resultados em curto prazo.”

O procurador explicou falou os outros eixos em que se baseia a Operação. “O terceiro é o da cooperação, tanto interna, entre instituições públicas do país, quanto internacional. Hoje a Lava Jato se relaciona com um quinto dos países e já foram enviados ou recebidos mais de 300 pedidos de cooperação internacional ao longo desses anos. O quarto pilar é o da comunicação social, pois acreditamos que um caso como esse, com o envolvimento de tantos agentes políticos e econômicos com poder, jamais avançaria sem o apoio da sociedade. Por isso, optamos pela máxima transparência das informações com o objetivo de prestar contas à sociedade.”

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