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Cotidiano

Estudo estima mais de 200 anos para acabar desigualdade no trabalho

Brasil caiu 11 posições no ranking; baixa participação das mulheres na política é apontada como motivo

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Foto: Arquivo/Agência Brasil 
Principal piora foi constatada no mercado de trabalho

O Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2017, divulgado nesta quinta (2) pelo Fórum Econômico Mundial, aponta piora na comparação entre homens e mulheres em relação a acesso à educação, saúde e sobrevivência, oportunidade econômica e empoderamento político. De acordo com o estudo seriam necessários 217 anos para acabar com a desigualdade no mercado de trabalho.

Apesar dos números negativos, o presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, afirmou em nota que o mundo está passando da era do capitalismo para a era do talentismo. “A competitividade em níveis nacional e de negócios será decidida, mais do que nunca, pela capacidade de inovação de um país ou uma empresa. Quem entende a integração das mulheres como uma importante força dentro do seu grupo de talentos terá mais sucesso”.

O relatório estima que se houvesse uma redução de 25% da desigualdade entre os gêneros na área econômica até 2025, haveria um acréscimo de US$ 5,3 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) global.

 

Brasil cai 11 posições em um ano

A pesquisa também revela a queda de 11 posições do Brasil no ranking em comparação com o ano passado, ficando em 90º. Já em relação à 2006, primeira edição da pesquisa, a queda foi de 23 posições.

Apesar de avanços do país no quesito de participação econômica, a baixa participação política das mulheres é apontada como o principal motivo da queda. O dado positivo brasileiro na pesquisa foi identificado na área de educação.

Na América Latina, o país mais bem colocado no índice geral é a Nicarágua, em sexto lugar, seguida pela Bolívia, em 17º. No mundo, a Islândia ocupa o topo da lista há nove anos, tendo resolvido 88% da desigualdade de gênero. Na sequência vêm Noruega, Finlândia, Ruanda e Suécia.

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