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Política

Com medo do povo, Câmara aciona PM para votar aumentos

Mesmo com reunião marcada para 14hs, há receio da presença de populares revoltados com os aumentos propostos

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Mesmo tendo marcado uma sessão para às 14h desta quinta-feira (14) – horário que inviabiliza a participação popular – para iniciar a discussão e votação dos aumentos nas taxas públicas, como pretende a equipe do prefeito Tauilo Tezelli (PPS), a Câmara Municipal não está convencida da ausência da população, como pretendia com a iniciativa e solicitou a presença da Polícia Militar no local, temendo confrontos com com populares insatisfeitos com as medidas impopulares e não explicadas corretamente pela prefeitura. Fontes policiais informaram ao i44 News que a presença da PM foi solicitada para as reuniões de hoje e de amanhã.

Na noite de quarta-feira (13), houve muito bate-boca durante a suposta explicação que a prefeitura iria fazer aos vereadores e contribuinte e que com o secretário da Fazenda e Administração, Carlos Alberto Lopes Pequito, encerrando bruscamente a reunião após confronto verbal com o vereador Luiz Alfredo (PT do B) e perguntas de populares presentes não respondidas.

Durante a reunião, a população presente nas galerias ficou revoltada com a falta de uma discussão mais ampla e a incerteza dos valores que serão cobrados. Mas teve também bate-boca entre os vereadores.

A confusão começou quando o presidente da Casa, Edson Battilani (PPS), tentou justificar porque alguns vereadores votaram contra a realização da audiência pública solicitada pelo vereador Miguel Ribeiro (PRB), para debater o assunto com a população, e aderiram a reunião pública proposta pela Prefeitura. Cabo Cruz (PSL) interrompeu criticando o horário do evento, às 18h30, pois, segundo ele, daquela forma a população não tinha como participar.

O presidente continuou e foi novamente interrompido quando tentava explicar a escolha do horário da sessões extraordinárias em que os projetos serão votados. Battilani disse que nenhum dos vereadores questionou a decisão. Imediatamente, Luiz Alfredo (PTdoB) rebateu afirmando que o Regimento Interno não permitiria essa iniciativa aos demais vereadores. Na sequência, o tom entre os dois se acentuou e teve até troca de acusações.

Com a palavra novamente, o secretário da Fazenda voltou a ser criticado pela forma como o processo de tramitação do projeto está sendo conduzido e pela falta de clareza dos valores e critérios que vão definir o valor do IPTU para os próximos anos. Insatisfeito com as intervenções dos moradores, ele encerrou abruptamente a reunião.

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