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Arte e Cultura

Fechado há seis meses, prédio do Museu serve de abrigo para moradores de rua

Prédio histórico passa por reformas para correção de problemas estruturais e rachaduras

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O Museu Municipal de Campo Mourão completa quatro décadas em março deste ano, mas a sua sede atual permanece fechada ao público desde julho do ano passado. Na porta principal de acesso, um cartaz avisa que o prédio está em reformas e, ao lado, um morador de rua usa a varanda como abrigo.

Na parte dos fundos do imóvel é possível ver duas prováveis peças do acervo, aparentemente uma carroça e um projetor de cinema, abrigadas em uma cobertura, expostas a ação do tempo e sem proteção (veja no vídeo). No mesmo local, há restos de entulhos amontoados, pedaços de roupas, garrafa de bebida alcoólica e até fezes humanas.

Na Fundação Cultural (Fundacam), órgão que administra o museu, não foi encontrado nenhum responsável autorizado a dar entrevista para informar sobre o andamento das obras e se há previsão de reabertura do espaço. Segundo funcionários do setor administrativo, a secretária municipal de Cultura e outros servidores que atuam no museu estão de férias.

Morador de rua usa varanda do Museu Municipal como abrigo – Foto: Luiz Carlos de Oliveira / i44 News

Prováveis peças do acervo do museu expostas ao tempo – Foto: Luiz Carlos de Oliveira / i44 News

Na última informação divulgada pelo município, em julho do ano passado, o fechamento ao público foi justificado pela necessidade de realizar obras internas para correção de problemas estruturais e rachaduras. Segundo a prefeitura, o prédio foi construído na década de 50, tem alicerce de pedra e foi o primeiro imóvel de alvenaria erguido na cidade.

Histórias e memórias

Segundo o historiador Jair Elias dos Santos Junior, a criação do Museu Municipal de Campo Mourão se deu em 19 de março de 1978. “Nesta data, pioneiros e moradores da cidade fizeram uma união onde decidiram pela fundação do museu. Eles reuniram um pequeno acervo e fizeram uma exposição”, explica.

Jair relata que anos mais tarde, em 1985, a prefeitura designou uma servidora municipal para reunir documentos, imagens e objetos da história do município. O acervo foi ampliado e organizado na Casa da Cultura. Em 1992, conta o historiador, o museu ganhou o nome de Deolindo Mendes Pereira, filho de um dos primeiros moradores da cidade.

No ano de 2003 o museu passou para um imóvel alugado e em 2004 foi transferido para o prédio atual, na região central, cedido pelo governo do Estado e o primeiro em alvenaria construído na cidade. Ainda de acordo com o historiador, no local funcionou por décadas uma unidade de saúde.

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