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Polícia

Monstro acusado de estuprar e contaminar filha de 2 anos será transferido

Crime ocorreu no Cidade Nova, homem será transferido ainda hoje

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Um monstro – palavra que é definida pelo dicionário Michaellis como pessoa extremamente cruel, diabólica e desumana – foi preso na madrugada desta quinta-feira (18) no distrito de Água Fria, em Iretama, a 69 km de Campo Mourão. O homem de 34 anos, que estava foragido, é apontado pela polícia como autor do estupro da própria filha, uma criança de apenas dois anos de idade. Isolado na cadeia de Campo Mourão – para evitar distúrbios no presídio – o homem deverá ser transferido ainda hoje para um centro de detenção não revelado.

Os atos de violência sexual teriam ocorrido no final do ano passado no jardim Cidade Nova. Exames laboratoriais revelaram que a criança foi contaminada por uma doença sexualmente transmissível. O acusado é portador da mesma doença.

De acordo com o delegado da 16ª Subdivisão Policial (SDP), Marcelo Luiz Trevizan, responsável pelo caso, as investigações revelaram que a criança ficou aos cuidados do pai devido as férias da creche e durante período que a mãe saía para trabalhar. O comportamento estranho da menina foi percebido por membros da família durante as festas de final de ano, quando a criança chorava ao se aproximar do pai.

Segundo o delegado, o abuso seria recente e a mãe relatou que não tinha conhecimento da situação.

Falsidade ideológica

A prisão foi feita pela Polícia Militar após denúncias anônimas e um mandado de prisão expedido pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Campo Mourão. De acordo com relatos de policiais militares que efetuaram a prisão, o homem foi encontrado no distrito rural em Iretama, escondido na casa de sua mãe.

Ainda segundo a PM, ao ser abordado, o acusado “tentou ludibriar as equipes policiais, usando o nome de seu irmão, porém, novamente questionado sobre seu nome, contou a verdade”.

O delegado comentou que se for condenado, o pai da criança pode pegar de 12 a 22 anos e meio pelo crime de estupro de vulnerável. Caso seja denunciado e condenado também pelo delito de transmitir doença, a pena pode ser ampliada entre 1 a 4 anos.

Alerta

“Nestes casos de violência sexual é muito importante os pais ficarem atentos ao comportamento da criança. Se perceberem alguma alteração, mudança no comportamento, é bom procurar uma psicóloga, o Conselho Tutelar ou, dependendo do caso, a Polícia Civil”, alertou o delegado.

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