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Cotidiano

Trânsito de Campo Mourão matou quatro pessoas em 2017

Número de acidentes com vítimas fatais dobrou em relação ao ano anterior

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Estatísticas do pelotão de trânsito da Polícia Militar de Campo Mourão revelam uma redução de 4,5% no número de acidentes de trânsito em 2017, no perímetro urbano, na comparação com o ano anterior. Apesar da diminuição, a quantidade de vítimas fatais dobrou no mesmo período. O bairro com maior incidência continua sendo a região central da cidade, com mais de 70% das ocorrências.

De acordo com os dados, em 2016 foram 480 acidentes, sendo 418 com vítimas e duas mortes. No ano passado houve uma baixa, com 459 acidentes, sendo 425 com vítimas e quatro mortes. Dentre os 10 bairros com maior número de ocorrências, o centro da cidade lidera a lista, tendo registrado 268 casos, seguido pelo Jardim Albuquerque (38), Lar Paraná (25), Tropical I (9), Aeroporto (8), Cidade Nova (7), Nossa Senhora (7), Ilha Bela (7), Urupês (7) e Araucária (6).

Para o comandante do Pelotão de Trânsito do 11º Batalhão da Polícia Militar, Jessé Pereira Barreto, as causas dos acidentes estão relacionadas com o aumento da frota de veículos, imprudência e falta de educação. “Campo Mourão, na década de 90, tinha 15 mil veículos, hoje nós temos uma frota que passa dos 65 mil veículos. A nossa malha viária é a mesma, então ocorre um fluxo mais intenso de veículos no mesmo ambiente. Aliado a isso, temos a imprudência dos motoristas. A falta de educação no trânsito, a falta de consciência é o que gera todos esses acidentes”, disse.

Segundo o tenente, nos últimos 10 anos mais que triplicou a quantidade de acidentes com motocicletas e cerca de 70% dos acidentes com vítimas na cidade tem o envolvimento deste tipo de veículo. Uma das quatro mortes registradas no ano passado foi a do estudante de Administração no Centro Universitário Integrado, Anderson Kruger Stresser, de 20 anos. O acidente aconteceu em novembro, no centro da cidade, entre a motocicleta que ele pilotava e um veículo. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada no hospital.

Com o objetivo de tentar reverter os números, o tenente conta que a Polícia Militar tem feito parcerias com várias instituições e implementado projetos voltados a educação no trânsito. “Eu sempre faço uma analogia que o trânsito é igual a família da gente. Cada um cuida do outro e os maiores cuidam dos menores. No trânsito tem que ser assim. O que falta no cidadão é essa consciência”, comentou.

 

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