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Cotidiano

Estudantes aquecem setor de locação de imóveis em Campo Mourão

Mobiliados são aposta de investidores para atender nicho de mercado que chega a 40% dos clientes das imobiliárias

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Nesta época do ano, o mercado de locação de imóveis fica bastante movimentado em Campo Mourão. Jovens universitários são os responsáveis pelo aumento da procura, que chega a 50% em relação a outros meses. Além de ajudar a economia local em tempos de crise, os estudantes que vêm de outras localidades também estão estimulando a construção de novos empreendimentos na cidade com diferenciais para atender as necessidades desse público.

Um prédio recém construído com 30 apartamentos está sendo bastante procurado. Segundo o gerente geral de uma imobiliária, Marcos Coelho, o motivo é que algumas unidades são oferecidas já mobiliadas. Essa característica é apontada como uma novidade no mercado de locações na cidade e um diferencial que facilita a vida das pessoas que vêm trabalhar ou estudar nas faculdades e universidades locais.

A partir deste ano, por exemplo, começam as aulas de um curso de Medicina em uma faculdade privada da cidade com cerca de 50 alunos. O aumento do número de os estudantes, profissionais liberais e servidores públicos vindos de outras regiões atraídos por esse e outros cursos oferecidos em Campo Mourão é uma aposta de faturamento para o setor de imóveis.

Coelho estima que os clientes com esse perfil cheguem a 50% da demanda da empresa nos próximos anos. Atualmente ele diz que esse público representa cerca de 30%. Os imóveis mais procurados são kitnetes e apartamentos com até dois quartos e nos bairros próximos ao centro. O valor médio das locações é de R$ 1.200 por mês.

Quem também está comemorando o movimento é o empresário João Roberto Breschiliare. Na sua imobiliária, os estudantes correspondem a 40% dos clientes. “O movimento está bom. Janeiro está sendo o auge. Uma ascenção em torno de 30%”, conta.

O proprietário comenta que a maior parte do locadores são de municípios da região, mas tem atendido pessoas do Brasil inteiro. Ele cita como exemplo Brasília, São Paulo e Goiás. “É muito bom para Campo Mourão. O aluno vem pra cá e vai gastar. Vai pagar aluguel para a imobiliária, vai gastar no mercado, na lanchonete, na farmácia e aquece todo o mercado”, diz Breschiliare.

Atuando há 13 anos no setor, ele atribui a crise econômica a estagnação da venda de imóveis, principalmente nos últimos dois anos. Por outro lado, ele afirma que novas construções na cidade tem sido erguidas para atender esse nicho de mercado. Para ele, a possibilidade de melhorias no setor é uma esperança apenas para o segundo semestres deste ano.

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