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Cotidiano

Obra inacabada gera transtornos e acidente na região central

Parada há 21 dias, ligação de manilhas à rede de esgoto não foi concluída e provocou acidente

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Moradores da rua Devete de Paula Xavier, próximo à perimetral Tancredo Neves, região central de Campo Mourão, sofrem há mais de vinte dias com um enorme buraco no asfalto deixado por uma obra inacabada realizada pela prefeitura. Segundo o aposentado Enóck Alves Pereira, a prefeitura e até a Sanepar já foram procuradas várias vezes mas ninguém apresenta uma solução para o problema que já gerou até um acidente de carro.

Pereira é morador do local há 22 anos e explica que a obra se trata da instalação de manilhas que seriam ligadas à rede de esgoto, segundo ele, uma antiga reivindicação dos moradores. O início das instalações aconteceu no dia 10 de dezembro do ano passado, um mês depois, no dia 10 de janeiro, as máquinas foram retiradas do local sem que a ligação fosse concluída. O que restou foi uma enorme faixa sem asfalto bem no meio da rua.

“A gente fala com um que diz que é outro, então a gente não sabe quando é que vai fazer isso aí”, diz o aposentado. De acordo com ele, a justificativa apresentada aos moradores é a de que seria preciso primeiro canalizar outro local antes de realizar a ligação da tubulação à rede. Conforme explica, um caminhão de pedra foi jogado por cima das manilhas, mas o asfalto não foi refeito. “Vem a chuva e olha o jeito que tá ficando isso aí?! Daqui uns dias leva tudo a terra e fica só a tubulação aí”.

Acidente

No dia 13 de janeiro um veículo se envolveu em um acidente por conta da extensão do buraco deixado na rua, que chega ao cruzamento com a Avenida Jorge Walter, por onde o carro seguia. O impacto da batida fez com os airbags do veículo fossem acionados, estourando o painel do carro e provocando lesões no motorista, Leandro Alves. Sem condições de cobrir o prejuízo que comprometeu o carro, Alves teve que vender o veículo, um Audi A3, por R$ 7,5 mil, quase metade do valor tabelado, que é de R$ 15,5 mil.Testemunhas afirmam que na hora do acidente o local estava sem sinalização. Logo após, os próprios moradores buscaram cavaletes que estavam sendo usados em obras na perimetral para fazer a sinalização do local.

 

 

 

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