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“Sem limites”, paratleta mourãoense pode ir a Tóquio

Jovem teve perna amputada aos nove meses de vida e não vê problemas para levar uma vida normal

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“Eu venho de bicicleta para o treino, ando de skate, faço tudo. Eu não tenho limites”. É com essa determinação que o paratleta mourãoense, Tharcys Gustavo, 17, encara a rotina pesada de treinos na piscina. Com apenas quatro anos disputando competições estaduais e nacionais nesta modalidade esportiva, o jovem chamou a atenção do Comitê Paralímpico Brasileiro e já se desponta como uma das promessas com chances de ser convocado pela seleção de natação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020.

Participando do campeonato brasileiro, em novembro do ano passado, o jovem mourãoense relata que ganhou três medalhas de ouro. A atuação chamou a atenção e, um mês depois, veio a convocação para treinar no Centro Paralímpico Brasileiro. Tharcys passou 15 dias em São Paulo tendo contato com os melhores paratletas do país, recebendo acompanhamento de profissionais e acesso a estrutura de ponta.

De volta à cidade natal, ele se concentra na rotina de treinos e conta que o apoio da família, dos amigos, do técnico e da cidade são fundamentais para a superação de limites e a preparação em busca medalhas em competições internacionais. O seu técnico, Willian Rodrigues Rorato, comenta que o rendimento de Tharcys é igual ao dos demais atletas sem deficiência e que o foco este ano é disputar competições nacionais visando o índice que garante vaga na Paralimpíada de Tóquio, em 2020.

“Nada pode me limitar”

Tharcys nasceu com uma má formação congênita e teve que amputar a perna esquerda aos nove meses de idade. Ao longo de sua vida, conta que já passou por cerca de sete cirurgias, mas nem por isso vê problemas para levar uma vida normal. “Dificuldade? Eu falo que não tenho nenhuma. Nada pode me limitar. Eu sei que sou capaz e consigo, graças a Deus”, diz

Extrovertido, alegre, determinado e sonhador, Tharcys conta que começou a praticar natação em 2013 por recomendação médica. Desde então, se apaixonou pelo esporte. Competindo em provas de 50m e 100m livres e 100m borboleta, ele diz que já aculmula mais de 70 medalhas.

Presença de Deus

Questionado onde encontra tanta determinação e qual mensagem tem para compartilhar com outras pessoas que desistem dos seus sonhos, ele cita ter sentido a presença de Deus em todos momentos da sua vida e avalia que não podem existir coisas fáceis.

“Eu falo assim para as pessoas que estão pensando em desistir: olha pra mim, eu não tenho uma perna e nado, ando de bicicleta, corro. Tem gente não corre, eu corro normal. Não é porque apareceu um desafio na sua vida que você tem que desistir. Tente, lute, vá atrás dos seus desafios. Lute pelas suas coisas! É assim que eu penso”, falou o jovem.

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