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Polícia

Bandidos podem ter incorporado o uso do “Chapolin” em Campo Mourão

Equipamento, semelhante a um controle remoto, opera em faixas de 433Mhz e 315Mhz e embaralha frequências dos alarmes

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Você já estacionou seu veículo, apertou o botão de travamento e saiu tranquilo para almoçar com a sensação de que estava seguro? O jornalista Dilmércio Daleffe,  sócio do buffet  Telhados de Paris, viveu exatamente esta experiência nesta terça-feira (27), ao estacionar sua camionete Hilux 2015, nas esquinas da avenida Irmãos Pereira e rua Panambi, e se dirigir para o interior da cantina Di Colli. Enquanto saboreava as massas do local, Dallefe não percebeu e, somente após o almoço, foi descobrir que pode ter sido vítima de um furto praticado através de novo golpe que está na praça e que faz dezenas de vítimas durante o verão nas praias brasileiras. Resultado: perdeu a carteira, documentos pessoais e do veículo, em segundos.

As imagens das câmeras de segurança instaladas na cantina mostram que o homem que caminha seguro em direção a camionete do jornalista, certo de que a encontrará destravada, carrega algo nas mãos. Ao abrir a porta do veículo, ele não faz uso das famosas “michas” – chaves que apresentam cortes no sue máximo  e que eram utilizadas por bandidos para abrir portas do veículos. Tranquilo, vasculha a lateral do veículo e o para-sol. Recolhe a carteira e os documentos do veículo e deixa o local.

A cena, postada nas redes sociais, pode mostrar que os criminosos de Campo Mourão já incorporaram a tecnologia, conhecida no submundo do crime como “Chapolin”, em seu modus operandi.

Chapolin é um pequeno aparelho- semelhante a um controle remoto – que gera frequências de 433Mhz e 315Mhz, com potência em torno de 1 watt, nas ondas utilizadas por alarmes de carros e portões eletrônicos, capazes de atuar até a uma distância de 50 metros do alvo.

Alguns destes equipamentos chegam a copiar o sinal de radiofrequência e o tom de áudio que é enviado pelo controle para o alarme. Outros mais simples, apenas  embaralham o sinal enviado pelo controle de seu carro, evitando que ele funcione. Desta forma, mesmo apertando a trava do alarme, o carro estará destravado, possibilitando a aproximação tranquila do criminoso ao alvo, como parece ter ocorrido no caso de Daleffe.

Se realmente se confirmar a tese do uso do Chapolin, no furto ao carro do jornalista, será a primeira atuação de bandidos com este modus operandi em Campo Mourão, conhecida pela polícia. De acordo com o delegado-titular da 16 Subdivisão Policial, Nagib Nasif Palma, até o momento nenhum caso havia sido registrado na cidade.

Um vídeo postado na internet pela União Goiana dos Policiais Civis (UGOPOCI) e reproduzido pelo i44News acima, mostra como funciona o bloqueador.

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