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Política

Secretário de Tauillo se torna réu por perseguição política

Vítimas em denúncia pelo mesmo motivo em 2015, familiares do prefeito disseram em nota; “enquanto isso, a cidade padece”

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Pequito usou cargo de secretário para promover perseguição política e pessoal, diz MPPR

Carlos Alberto Pequito, secretário de Fazenda e Administração na gestão Tauillo Tezelli, passou a ocupar a condição de réu, desde o último dia 8 de fevereiro, em ação de improbidade administrativa. Motivo: Pequito teria utilizado o cargo público para promover perseguição política. A decisão foi assinada pela juíza Luzia Terezinha Grasso Ferreira , da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campo Mourão. O Ministério Público do Paraná (MPPR), autor da denúncia, pretende que  Pequito seja condenado a perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.

Considerado um dos principais homens de confiança de Tauillo, Pequito teria usado ilegalmente seu cargo de confiança para promover ato de perseguição pessoal e política contra o serventuário da Justiça Federal, Fábio Augusto Danielli, que coordenava o evento Festival de Food Trucks, marcado para ser realizado na praça São José em abril do ano passado. A denúncia foi apresentada pelo promotor Marcos José Porto Soares, responsável pela Promotoria do Patrimônio Público.

Taxa exorbitante

O Festival de Food Truck já havia sido realizado em anos anteriores na cidade. No primeiro ano da gestão de Tezelli, no entanto, a realização do evento na praça central foi inviabilizada com cobrança exorbitante do uso do local. O valor de R$ 2,4 mil cobrado em 2016, foi elevado pela secretaria de Desenvolvimento Econômico para R$ 4,5 mil inicialmente.

Disposto a pagar o valor majorado, Danielli – conhecido adversário político do grupo do atual prefeito – foi surpreendido com uma taxa inexplicável, aplicada após parecer de Pequito – na função de secretário da Fazenda – que elevou o valor para da utilização da praça para R$ 8,5 mil.

A alegação apresentada por Pequito era que o evento promovido por Danielli tinha grande capacidade de geração de lucros e que a taxa estipulada era proporcional a arrecadação do festival. Para o MPPR, o aumento arbitrário da locação da área foi definida por Pequito como perseguição política e pessoal.

Na denúncia, o promotor destacou que em anos anteriores, o evento coordenado por Danielli sempre teve o acesso franqueado gratuitamente ao público, sem cobrança de ingresso. Soares descreveu ainda a incoerência da medida adota por Pequito e traçou um paralelo com outros eventos realizados na cidade com isenção da taxa de uso, citando a Quermesse de São José, Feira das Flores e Feira de Adoção de Filhotes.

“Percebe-se que o argumento foi um meio de perseguição. Isso porque, Fábio Augusto Danielli, em seu depoimento nesta Promotoria de Justiça relatou que servidores municipais utilizariam meios para prejudicá-lo e impedir que participasse de eventos locais”, asseverou o promotor na denúncia apresentada e aceita pela Justiça.

“Enquanto isso, a cidade padece”

A acusação de perseguição política contra ocupantes de cargos públicos não é novidade em Campo Mourão. Em outubro de 2015, MPPR apresentou denúncia contra a então prefeita Regina Dubay por utilizar o cargo para perseguir adversários políticos. Os alvo da perseguição seriam familiares do atual prefeito Tauillo Tezelli.

Na denúncia apresentada, Regina e o então o coordenador-geral de Governo, Carlos Augusto Garcia, foram acusados de desapropriar áreas pertencentes a familiares de Tezelli, ferindo os princípios da impessoalidade e da moralidade, como ocorre agora.

Na época, a família de Tauillo publicou nota lamentando “que a administração municipal tenha chegado a tal ponto, desperdiçando tempo e recursos e se utilizando da estrutura da prefeitura para empreender ações arbitrárias de caráter duvidoso, que não atendem aos interesses da população”. A nota concluía que “enquanto isso, a cidade padece.”

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