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Educação

Vídeo compartilhado: Políticos e pessoas com antecedentes criminais estão na mira da Polícia

Divulgação de imagens prejudicou mais a escola do que desentendimento entre alunos, resolvido internamente. Uso do celular está proibido!

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A Polícia Civil  está investigando perfis que compartilharam imagens de uma briga de adolescentes no interior o Colégio Marechal Rondon, na área central de Campo Mourão. Um dos suspeitos de disseminar o conteúdo seria de outra cidade e com antecedentes criminais. A apuração inicial indica que até políticos teriam divulgado o vídeo na internet.

Após uma reunião com pais e professores, a escola decidiu excluir sua página em uma rede social e limitar o uso de celular pelos alunos também nos intervalos. Toda confusão foi iniciada na quinta-feira (8) .

O conflito entre os estudantes foi resolvido, mas a exposição dos adolescentes na internet está sendo investigada pelas autoridades policiais. Segundo a diretora do colégio, Rita de Cássia Cartelli de Oliveira, o que houve foi um caso isolado e uma atitude errada de uma aluna que jogou chá gelado em outro colega da escola.

Ela explica que os pais foram chamados, a aluna pediu desculpa e o desentendimento resolvido. A situação ficou mais grave depois que um vídeo mostrando a cena, gravado com celular, foi publicado por duas alunas na internet. Uma das publicações foi excluída, mas a que permaneceu nas redes foi compartilhada e, em seguida, iniciaram ataques e ameaças contra a aluna que jogou o chá. Diante da situação, a direção do colégio acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.

Ainda segundo a diretora, as primeiras apurações feitas pela polícia teriam constatado que o responsável pela repercussão do caso e maior exposição dos adolescentes seria uma pessoa com mais de 18 anos, que não mora em Campo Mourão e com antecedentes criminais. Rita relata que, em comentários da postagem, foram feitas ameaças as alunas que presenciaram o ato mostrado no vídeo e também ataques contra a instituição.

Segundo a diretora, pessoas também se equivocaram ao afirmar que o menino seria deficiente e que o líquido estava quente. “O que ocorreu com o aluno é grave, mas foi resolvido com a escola e família. Agora o problema que expôs na internet, a ameaça, e colocando em perigo a vida da alunas, foi pior”, comentou, dizendo ainda que a maioria das manifestações ofensivas foram de pessoas de outras cidades e até de outros estados, tendo o registro até de políticos.

Proibido

Rita esclareceu que o colégio desenvolve ações com os estudantes visando evitar registros de violência e orientar quanto ao uso do aparelho de celular. Até então, o uso do aparelho em sala de aula só era permitido com autorização dos professores, para uso pedagógico, e liberado nos intervalos para comunicação com a família. A partir de agora, os alunos deverão deixar os celulares nas bolsas e pais e alunos deverão utilizar o telefone fixo da escola quando houver necessidade.

A decisão, tomada no último sábado (10) em uma reunião entre pais e professores, será oficializada através de um comunicado onde a escola vai também pedir aos pais que orientem os filhos sobre o uso correto do aparelho e das redes sociais.

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