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Longe de bens materiais, jovens dedicam vidas aos mais pobres

Na cidade elas são facilmente reconhecidas por suas vestimentas

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O toque do sino às 6h30 da manhã é o aviso para as religiosas da Fraternidade O Caminho, em Campo Mourão, de que mais um dia de orações e trabalho vai começar. Reunidas na capela, a primeira conversa das irmãs é com Deus. Sem bens materiais ou renda fixa, elas contam apenas com o que chamam de “providência divina” para sobreviver e pagar as contas da instituição.

A instituição religiosa está na cidade há cerca de 11 anos. Nas ruas, elas chamam a atenção pelo uso das vestes na cor marrom, que cobrem todo o corpo e o rosto, e na cintura um cordão com nós e um rosário. Em Campo Mourão elas são em 13 religiosas, com idade variando entre 20 e 30 anos. Vieram de vários estados, como Amazonas, Alagoas, São Paulo, Pará. Uma é da Bolívia, outra do Paraguai e duas estão se preparando para missão na África.

Apesar das diferentes origens, as irmãs têm em comum simplicidade, sorriso e chinelo no pé. Com carisma inspirado nos santos católicos São Francisco de Assis e Santa Clara, as jovens religiosas, apesar da pouca idade, demonstram ter muita coragem e disposição para exercer a missão de ir ao encontro dos pobres, dos doentes e também promover a evangelização de jovens.

Irmã Samantha de Deus Pai, nome de religiosa, tem 23 anos e veio de Maceió (AL). Ela conta que conheceu a Fraternidade ainda adolescente e renunciou até a um pedido de casamento para dizer sim à vida religiosa. Segundo ela, as irmãs fazem votos de obediência, pobreza, castidade e de disponibilidade. “Nós deixamos o nada pelo tudo. O tudo que é Deus e o nada é aquilo que é passageiro para nós. A nossa vida é para aqueles que são excluídos, que às vezes é desprezado, não tem ninguém para conversar, para escutar, ter uma palavra amiga” disse.

Despojadas de luxo e de bens materiais, as irmãs vivem em moradias modestas, casas de madeiras na Vila Carolo. “Vivemos daquilo que Deus nos dá”, diz Irmã Kawane Trindade, 22. Ela explica que para sobreviver, incluem na rotina a produção de doces e salgados e a administração de uma lojinha onde vendem camisetas, terços e outros artigos religiosos. Toda a renda é somada com a colaboração de fiéis que doam alimentos ou dinheiro, o que é suficiente para pagar as despesas da casa e manter os projetos de evangelização.

“A gente vive assim, oração e trabalho, esse é o nosso cronograma”, diz a religiosa, enfatizando que a prioridade é a adoração de Jesus eucarístico, exposto em uma hóstia durante 24 horas no altar da capela no local onde moram. “A nossa missão, como continuação da nossa adoração, é levar Deus para as pessoas, levar Jesus onde muitas pessoas perderam o sentido da vida. Esses são os nossos pobres que o Senhor nos deu aqui em Campo Mourão”, disse.

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