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Política

Antagônicos na ideologia, eles acreditam que disputa sem Lula enfraquece Bolsonaro

Um é o presidente municipal do PT; o outro é secretário municipal e defensor convicto da candidatura do deputado

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (4) que possibilitou a determinação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sergio Moro na quinta-feira (5), divide as opiniões de muito brasileiros. Em Campo Mourão, a situação não é diferente.

Para o presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores na cidade, Mário Lima, a decisão do  STF  foi ilegítima. Já para o secretário municipal de Controle, Fiscalização e Ouvidoria, Cristiano Calixto,-  convicto defensor da candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL) – o fato da Suprema Corte autorizar a prisão de ex-presidente deveria tornar o 4 de abril data comemorativa no Brasil.

Segundo o petista, os ministros do STF foram pressionados pela mídia e pela elite brasileira. “Eles querem uma foto do Lula preso para dizer que ele é bandido”, disse.

Lima afirma que tudo isso faz parte de um plano para impedir que o ex-presidente dispute as eleições presidenciais deste ano. Na avaliação dele e do partido, Lula venceria o pleito.

Para Calixto,  o dia 4 de abril de 2018 foi histórico e deveria ser lembrado com igual importância de datas como o descobrimento do país, proclamação da república e outros. Para ele não houve nenhuma novidade e o resultado do julgamento seguiu o entendimento firmado pelo STF desde 2016.

Apesar das divergências naturais entre esquerda e direita, os dois concordam que a prisão de Lula enfraquece os planos de Bolsonaro chegar ao Planalto.

Para Lima, o candidato da elite é Geraldo Alckmin, do PSDB. Sem Lula na disputa, Calixto acredita que a direita deve se dividir e enfraquecer o discurso de Bolsonaro.

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