Fale Conosco

Comportamento

Alunos de Engenharia Civil trocam agito de final de semana por reforma solidária

Grupo da UTFPR angariou doações e colocou literalmente a mão na massa para ajudar escola carente na Vila Guarujá

Publicado

em

Um grupo de estudantes, envolvendo calouros e veteranos,  do curso de Engenharia Civil da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) resolveu trocar  o agito de festas e baladas do final de semana,  para colocar a mão na massa, literalmente,  em uma ação solidária.

Prováveis futuros engenheiros , rapazes e meninas,  arquitetaram o plano no Centro Acadêmico de Engenharia Civil (Caec). A proposta: reformar uma das salas da Escola Municipal Castro Alves, na Vila Guarujá, um dos bairros mais carentes de Campo Mourão.

Munidos com martelos, espátulas, colheres de pedreiro e chapiscando a massa,  18 estudantes  dedicaram várias horas nas noites de quinta, sexta – e o trabalho prossegue neste sábado,  domingo e se encerra na segunda –  para quebrar, remover e reinstalar azulejos nas paredes de uma sala de aula de aproximadamente 50 m², utilizada por alunos do Ensino Fundamental.

É a segunda reforma, no local, feita pelos universitários. “No ano passado, tomamos conhecimento dessa situação difícil do colégio e reformamos uma sala, entre quinta a domingo, trabalhando à noite para não perturbar, durante a semana, a rotina dos alunos. Queremos trazer um pouco de amor”,  comenta Murilo Verri, 20 anos, presidente do centro acadêmico.

Para a nova reforma, prevista para ser finalizada até segunda-feira (28),  alunos conseguiram doações de azulejos, argamassa e ferramentas, de dois depósitos locais de material de construção. O valor de todo o serviço, incluindo a mão-de-obra, ficaria, segundo os estudantes, em torno de R$ 1.150.

Durante o trabalho, moças e rapazes sujavam braços, rostos, roupas, caprichando nos detalhes da sala de, aproximadamente, 50 m². Encarando o trabalho braçal, o acadêmico Gabriel Ohara, 19 anos, acredita que a ação possibilita uma noção prática do ambiente de trabalho que circunda a profissão escolhida.  Ohara também projetava o resultado da reforma solidária. “O desempenho dos alunos melhora, e muito, com uma sala de aula adequada, em boas condições“, acredita ele.

Mesmo com um braço na tipoia, enquanto se recupera de uma clavícula quebrada, a estudante Aline Viana, 24, fez questão de participar da ação. “No ano passado, eu tinha caído do cavalo, quebrei uma vértebra, e não deixei de vir. Gosto de estudar e vivenciar isso, além de fazer o bem“, comenta.

Comente

Comentários

Copyright®i44 News. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do i44 News (redacao@i44.com.br).