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Cotidiano

Boato se espalha e grupo fecha posto de combustível em Campo Mourão

Cerca de 12 pessoas impediram o abastecimento após falsa informação que gasolina estava sendo vendida a R$ 6

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Motoristas e motociclistas que resolveram a encher o tanque em um dos postos de combustível de Campo Mourão tiveram de enfrentar filas quilométricas de até cinco horas na região central da cidade e, mesmo assim, muitos terminaram o dia com os tanques vazios.

Em um dos postos, que oferecia álcool (R$ 2,99), gasolina (R$ 4,59) e diesel (R$ 3,69), as vendas começaram pela manhã, mas foram interrompidas no início da tarde, por volta das 13h. Um boato que se espalhou por aplicativos de mensagens alardeava que o posto estava comercializando a gasolina a R$ 6.

Segundo motoristas que permaneciam enfileirados diante no posto, um grupo formado por cerca de doze motociclistas aproveitou a manifestação que tomou a avenida, para “furar fila” e “proibir” o serviço dos funcionários. 

Assustada com a reação dos motociclistas, a direção do posto decidiu baixar as portas imediatamente. “Só vamos voltar amanhã”, limitou-se a comentar um funcionário, que ainda estava nervoso com a situação e não quis ser identificado.

Ao ser informado sobre a decisão dos diretores do posto, o despachante Marcos Almeida decidiu não voltar para casa. Sem gasolina, sem almoço e sem ter ido ao banheiro, o mourãoense preferiu permanecer na fila até quarta-feira (30). “Vou pousar aqui dentro do carro e tentar abastecer amanhã”, disse, revelando-se apoiador da greve dos caminhoneiros.

Pai de uma garota de dois anos que está enfrentando uma gripe, o vendedor Maurício Bernardi, 40, também não desistiu de tentar abastecer o carro. “Se acontecer alguma emergência com a minha filha, vou precisar, e muito, desse carro. Há outras pessoas, com idosos em casa, que também precisam de veículos para situações de emergências”, diz.

Diante do preço do litro e do álcool, a indignação era inevitável. “Como a procura está grande, os postos de Campo Mourão subiram o preço dos combustíveis. Isso é injusto. Empresários estão cometendo a mesma corrupção dos políticos“, critica.

Para o pintor Miguel Fernandes, 57, é preciso que o governo federal administre a crise rapidamente, baixando os preços do álcool e do diesel, “senão vai acabar com o País”, prevê, antes de acrescentar: “O certo mesmo é o exército tomar conta disso aí”.

 

 

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