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Copa do Mundo 2018

Escalados para o policiamento, eles nem sempre conseguem assistir aos gols do Brasil

Enquanto a população vibra em frente às televisões, policiais militares organizam a estratégia do policiamento e segurança

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Segunda-feira (2), 11hs. Ruas  e avenidas vazias em Campo Mourão. Brasil e México disputavam uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Longe dos afazeres do cotidiano, as pessoas estavam reunidas em frente a telas de tv, esperando a passagem do escrete canarinho para Kazan: conquistada após a boa performance de Neymar.

No 11º Batalhão da Polícia Militar (BPM)  o clima era outro. Entre uma refeição e a volta ao trabalho, em revezamento,  policiais militares  se encontravam em horário de almoço e aproveitavam para rápida espiada na televisão, onde o Brasil já estava em campo. O compromisso maior porém, era com a escala no reforço do policiamento da cidade. 

A operação ocorre na maioria das cidades do Estado e é planejada  com troca de informações com os comandos de Maringá e Curitiba.   “Devido ao grande fluxo de pessoas em função do jogo de futebol, sempre há aglomeração na área central, onde o nosso efetivo é realocado para essa área para efetuar abordagens, solucionar qualquer problema de trânsito e evitar qualquer tipo de dano ao patrimônio”, explica o Relações Públicas da PM na cidade, tenente Igor Coelho Dorneles.

Segundo ele, a maioria das ocorrências acontece após o final da partida, quando o pessoal já consumiu bebida alcoólica, por exemplo. Mas existe cenário favorável que tem auxiliado a minimizar o número de incidentes: o horário dos jogos. Quando se iniciam pela manhã, o comércio abre as portas durante a tarde, inibindo as concentrações de pessoas nas ruas. Pelo menos por enquanto.

Um pouco antes do final do jogo, posicionados estrategicamente pelas principais avenidas de Campo Mourão, policiais da Ronda Tático Motorizada (Rotam),   Pelotão de Trânsito, Patrulha Rural e Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) já estavam de olho na movimentação da população, preparados para qualquer intervenção, se necessário.

A maioria deles não teve tempo de assistir as redes sendo balançadas em Samara, nos gols de Neymar e Firmino. Assim que o juiz apitou o final da partida  e os mourãoenses já comemoravam, o tenente Dorneles estava ajudando a  solucionar um acidente entre a Avenida Irmãos Pereira e Rua Brasil, onde um veículo colidiu com uma bicicleta.

“O ciclista acabou se ferindo no local, mas foi dado o atendimento, acionado o Siate e encaminhado ao pronto socorro. O condutor do veículo foi liberado”, disse.

As principais demandas enquanto o futebol acontece são de perturbação de sossego e ligações rotineiras que informam sobre acidentes, lesão corporal, furto e roubo, esclarece Dorneles. Apesar de se manterem focados na missão, os policiais do 11º BPM estão esperançosos com o hexa, e em momentos mais calmos conseguem observar alguns lances.

Profissão acima de tudo

Durante o almoço dos policiais que trabalhavam na rua desde cedo, todas as vibrações estavam concentradas na partida entre Brasil e México. Com os olhos fitados na televisão, dividiam seu curto tempo de refeição com a paixão brasileira: o futebol.

Desejando boa sorte aos meninos da Seleção,  que arrumaram as malas para Kazan nas quartas de final, os policiais não se lamentavam por não poderem assistir os dois tempos inteiros.

Eu diria que uma partida de futebol é o mínimo que eu vou perder em razão da profissão. Quando eu entrei para a PM eu já sabia que iria perder Carnaval, Páscoa, Natal, ano novo… A gente só pode torcer para que a escala não seja no mesmo dia da partida”, confessou o tenente Dorneles.

Nas ruas, cumprindo a missão, os  policiais  garantiram que a população se sentisse mais segura para comemorar, de verde e amarelo e assoprando vuvuzelas na praça da cidade, o resultado de 2 a 0 para o Brasil.

“Eu acredito que o povo fica mais tranquilo. Não fica fazendo bagunça, bebida, ajuda bastante. A gente não fica com medo de sair”, aprovou a secretária Renata Oliveira da Cruz,.

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