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Polícia

Quatro caminhoneiros acusados de “racha” na rodovia estão presos em Mamborê

Um quinto caminhoneiro, já identificado pela Polícia Civil, está sendo procurado

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O motorista Wagner Aparecido da Costa, acusado de provocar o acidente que matou cinco pessoas da mesma família, na segunda-feira (2), em Mamborê, está preso na delegacia de Mamborê. Os caminhoneiros Emerson Augusto da Silva, 38 anoso, Nilson Ribeiro, 37 anos, e Rodrigo Roman, 29 anos, também estão na prisão. Um quinto caminhoneiro está sendo procurado pela Polícia Civil do Paraná.

Eles foram autuados em flagrante pela Polícia Civil, acusados de participação de um “racha” no momento da colisão. Os presos passaram pelo teste do etilômetro e não foi constatado a ingestão de álcool acima dos limites.

Os pais, José Reinaldo da Rocha, 34 anos, Alessandra da Rocha, 31, e três filhos, Mariana da Cruz, 11, Luan Gabriel da Cruz, 9, e Maria Vitória da Cruz, 4, morreram no local. O filho mais velho do casal retornou para casa momentos antes, no veículo que faria a entrega das compras realizadas em um mercado de Mamborê.

Disputas automobilísticas em via pública, sem autorização legal, é crime tipificado no parágrafo II, do artigo 308 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Se houver mortes em decorrência do crime, os acusados, – se condenados -podem cumprir pena entre cinco a 10 anos de reclusão.

Segundo o delegado Marcelo Trevisan, titular da delegacia de Mamborê, registros dos tacógrafos revelaram que as velocidades dos caminhões, no momento do acidente, estavam entre 90 km a 105 km por hora.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), disseram que os caminhões ocupavam a pista em “racha”.

“As oitivas das testemunhas na Polícia Civil serão feitas na sequência”, afirmou o delegado. A forma como o acidente ocorreu, com um dos veículos invadindo a terceira pista por desenvolver velocidade excessiva, causando o acidente, é um indicador que havia uma disputa, explicou Trevisan.

De acordo com a PRF, Wagner Aparecido Costa tentava uma ultrapassagem proibida, invadindo a terceira faixa e batendo de frente com o veículo modelo Escort, que ficou destruído. O caminhão arrastou o carro por 100 metros e passou por cima.

Todos os envolvidos se conheciam e são da região de Foz do Iguaçu. As carretas de transporte de hortifruti estavam vazias na hora, e cada motorista seguia viagem para locais distintos, se comunicando através de rádio. Momentos antes da colisão, os caminhoneiros jantaram juntos em um posto localizado à 12 km do local do acidente.

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