Fale Conosco

Copa do Mundo 2018

Além do futebol, servidor da UTFPR comemorou reconhecimento do conceito multicultural francês

Após morar na França, advogado tornou-se um fã da filosofia “Liberté, Égalité, Fraternité”

Publicado

em

Com o Brasil eliminado nas quartas de final, após ser derrotado por 2 a 1 pela Bélgica, a maior parte da torcida brasileira era Croácia “desde pequenininho” no jogo decisivo da Copa da Rússia.

Destoando da multidão, em Campo Mourão, o coração de um torcedor vibrava com os “Les Bleus”.

Não apenas na final, mas em todo o decorrer da competição, o verde-amarelo do coração do advogado e servidor público federal Vitor Hugo Zanolo Queiroga , que ocupa cargo de técnico em administração no campus local da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), também era irrigado pelas cores azul, vermelho e branco da bandeira francesa.

Queiroga gosta de futebol, mas é fã mesmo da França e da consciência social de seu povo. A vitória da seleção francesa no gramado, representa muita mais que uma conquista esportiva na visão do advogado. A equipe que conquistou o bicampeonato no Mundial em Moscou, é multicultural.

Os “Les Bleus” além de levar a taça, mostraram ao mundo o sentido exato da frase cunhada na Revolução Francesa, no século XVIII, e representada nas cores azul, vermelho e branca: “Liberté, Égalité, Fraternité“. O azul representa a Liberdade, o branco a Igualdade e o vermelho, a Fraternidade entre as pessoas.

“Acho que o fato da seleção ter sido campeã com essa diversidade serve para a reflexão, de como é importante a união dos povos e que não importa de onde as pessoas estão vindo, mas o que elas podem fazer pelo país onde estão”, diz Queiroga.

A seleção campeã do mundo em 2018 é integrada por imigrantes, filhos de imigrantes de mais de uma dezena de nações envolvidas. Grande parte deles, todos com nacionalidade francesa, são descendentes de ondas migratórias de países africanos e da região do Oriente Médio.

“Isso fica bastante evidente quando você conhece França, tanto na cor das pessoas quanto nas roupas que usavam. O comércio tem uma variedade de origens e a culinária árabe era muito presente”, diz o advogado que morou na pequena Compiègne, cidade ao norte de Paris.

O brasileiro esteve no local para aperfeiçoar o estudo do francês. Em 2015, fez um curso intensivo do idioma na Universidade Federal daquela cidade.

Foi ali que aprendeu a admirar o conceito de igualdade presente no cotidiano dos franceses que resultou no título selado com o gol de Kylian Mbappé Lottin, nascido na França mas que acumula a nacionalidade camaronesa, herdada do pai.

Para Queiroga, os jogadores franceses representaram um coletivo e não a soma de individualidades.

Comente

Comentários

Copyright ®i44 News. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do i44 News (redacao@i44.com.br).