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Meio Ambiente

“Cria” da Usina, Soavinski não vê problemas com a retirada do espelho d’água da área protegida

Oceanógrafo porém se preocupa com o impacto na fauna e flora local e prometeu ao i44 News estudar o caso com profundidade

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O polêmico projeto de lei 177/2018,apresentado pelo deputado Márcio Nunes (PSD) e ainda em fase inicial de tramitação na Assembleia Legistativa do Paraná, pretende a retirada de quase 70% da áreas atual do Parque Lago Azul (Campo Mourão e Luiziania), criado em 1997.

Atualmente, a área protegida do parque tem 1.749 hectares, e passaria a ter, caso o projeto avance, cerca de 560 hectares. A área que fica no município de Luiziania, por exemplo, seria completamente retirada do Parque e 39% das áreas de Campo Mourão.

A ideia do deputado tem rendido discussões na cidade entre proprietários de chácaras localizadas na usina – grande parte favorável a retirada do espelho d’água – dos limites de proteção do parque, ambientalistas e do proprio Ministério Púbico que emitiu recentemente nota de repúdio ao projeto de Nunes, alegando que a proposta e afirmando que e iniciativa do parlamentar deve ser combatida.

No entender do MP a redução da área “afronta a legislação federal e ao meio ambiente, como direito especialmente protegido nos termos do artigo 225 da Constituição Federal, impondo consequências desastrosas e irreversíveis para a fauna, flora e toda a biodiversidade do local.”

Ex-presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o oceonógrafo Ricardo Soavinski, atual presidente da Sanepar, na infância foi um dos primeiros moradores da área conhecida como Usina Mourão,  abrangida pelo parque.

O pais dele, Altevir Soavinski e a mãe Theia, já falecida, tinham estreita ligação com o meio ambiente e intensa participação nos temas ligados à área. Na década de 80, quando o cuidado com a natureza ainda não era tema na pauta de discussão mundial, o casal dava exemplos na local, onde construíram uma casa e moraram, adotando na prática métodos de conservação ambiental.

Durante sua passagem durante esta  semana em Campo Mourão, Ricardo Soavinski foi indagado pelo i44 News sobre a proposta de Nunes. Ele revelou que ainda não conhece detalhes da proposta apresentada por Nunes. Disse, no entanto, que não veria problemas para retirada apenas da área onde existe o espelho d’água – que forma a parte da usina circundada de propriedades que estão no local há vários anos. O diretor-presidente da Sanepar acredita que a área específica é utilizada para lazer um lago formado artificialmente.

Ele ,no entanto, vê problemas na redução de áreas que mantém fauna e flora do local. Soavinski acredita que deve haver uma organização, planejamento e boa gestão para garantir o meio ambiente local e a biodiversidade.

Apesar das opiniões, Soavinski que foi apresentado como um representante mourãoense no governo disse que vai estudar a proposta com mais profundidade. “Vou fazer isto”, prometeu ao i44 News.

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