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Eleições 2018

Barrado pelo TRE-PR: Tureck vai recorrer mas admite que Karla é opção

Para ex-prefeito, crime pelo qual foi condenado pelo TJ não o enquadra como “ficha suja”

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná impugnou, na tarde desta segunda-feira (17), a candidatura do ex-prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck (Podemos), a Asssembleia Legislativa do Estado. Os desembargadores eleitorais – pelo placar de cinco votos a um – decidiram enquadrar Tureck na Lei Ficha Limpa, impedindo a continuidade de sua campanha.

Em entrevista ao i44 News, após o resultado, Tureck disse que irá recorrer da decisão em instâncias superiores. Se a decisão judicial for mantida porém, ele admite que vai trabalhar para transferir votos para a candidatura de sua filha , Karla Tureck (Podemos), que também disputa o mesmo cargo.

A decisão do TRE foi embasada na condenação de Tureck, em segunda instância, em 2012. Na época, o ex-prefeito foi condenado pelo Tribunal de Justiça a pena de quatro anos e 12 dias de detenção em regime semiaberto e à suspensão de direitos políticos pelo prazo de cinco anos, ampliado posteriormente oito anos.

Tureck foi condenado com base na Lei da Improbidade por dispensa de licitação, por concorrer para a prática de crime e por omissão, além de efetuar despesas não autorizadas por ou realizá-las em desacordo com as normas financeiras.

“Sacolinha da Tim”

As condenação de Tureck ocorreu na ação proposta pelo Ministério Público no caso que ficou conhecido na cidade como “Sacolinha da Tim”. Em abril de 2008, o ex-secretário de Obras, Munir Abdel Karim Daws Dayer, foi preso em flagrante, em uma operação coordenada pelo MP, acusado de extorquir o empresário Elpídio Koch, dono de uma empresa de material de construção na cidade.

A prisão ocorreu quando Dayer deixava a empresa de Koch, segurando uma sacola promocional da operadora Tim. No interior da sacola foram encontrados R$ 19 mil. No carro do ex-secretário de Obras, foram localizados outros R$ 3 mil, em notas de R$ 50 e R$ 100, e faturas para pagamento pessoais do prefeito Tureck.

De acordo com a versão de Koch na época, a extorsão teria se iniciado após sua empresa receber um depósito de R$ 54 mil para a entrega de materiais de construção para a reforma do Parque de Exposição do município. O valor teria sido depositado sem a realização de licitação e os materiais seriam entregues de acordo com a necessidade da prefeitura.

No entanto, Dayer teria exigido R$ 19 mil do total depositado para pagar compromissos particulares. O empresário procurou o Ministério Público e denunciou o caso. Antes de entregar o dinheiro, ele fez fotocópias das notas de R$ 100 e gravou em um celular toda a negociação com o secretário.

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