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Comportamento

Universitários vivem experiência sociotransformadora na Vila Guarujá

Interação com crianças em bairro carente funciona como uma via de mão dupla no aprendizado humano

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A comunidade da escola municipal infantil Castro Alves – localizada na Vila Guarujá – experimentou no ultimo domingo (21) uma experiência completa de humanização, onde ao final, o sorriso estampado nos rostos de pais e crianças e jovens era o sinal mais claro da ação sociotransformadora da Solidariedade.

Longe de simples iniciativas assistencialistas, jovens alunos dos cursos de engenharias do campus de Campo Mourão da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) se reuniram há cerca de um mês, por iniciativa própria, e decidiram proporcionar um dia de total integração com a comunidade de um dos bairros de mais baixo poder aquisitivo de Campo Mourão, compartilhando momentos em um aprendizado recíproco.

Com recursos arrecadados em venda de rifas, eles planejaram uma série de atividades para envolver as crianças do local. Prepararam um lanche e espalharam um série de equipamentos para brincadeiras pelo pátio da escola. Também compraram brinquedos para os alunos do local, em comemoração atrasada do Dia das Crianças.

O objetivo era a interação com a comunidade. Os futuros engenheiros não se portaram como monitores. Pelo contrário, se divertiram junto com os meninos e meninas, incentivando e apoiando os menores em jogos de queimada, futebol, pulando na cama elástica ou fazendo pinturas nos rostos das crianças.

Descobriram até uma corda na escola para a prática da slackline – esporte de equilíbrio sobre uma fita elástica esticada entre dois pontos fixos, que permite ao praticante andar e fazer manobras – que não estava sendo utilizada. 

Com a participação dos jovens nas brincadeiras, as crianças se sentiam seguras e encantadas. E a presença foi intensa. Acompanhadas por pais ou sozinhas, sob a responsabilidade da escola, quase 100 crianças participaram da experiência. 

Bruna Grugel, presidente do Diretório Central do Estudantes (DCE) da UTFPR, estava feliz com ação realizada em conjunto com os centros acadêmicos dos cursos de engenharia. “Eles tem uma vida que não é tão fácil, como a nossa.A gente tenta melhorar de alguma forma”.

Amparando as crianças no slackline, o aluno de Engenharia Civil, Gabriel Ohara, falou sobre o aprendizado da ação.

“Aqui eles têm um desafio de se equilibrar, ir até o final e voltar. Tem umas que tentam sozinhas, tem umas que seguram o dedo tão forte que quase para a circulação. Talvez eles não tivessem esse apoio para vencer esse desafio de se equilibrar. É muito legal ser esse ponto de apoio à elas.”

O diretor da escola municipal, Marcelo Cruz, viu um diferencial na ação dos estudantes. Para ele, a presença dos universitários  quebra o estigma de segregação social, que atinge invarialvelmente a Vila Guarujá em relação a Campo Mourão.

Em maio deste ano, alunos dos curso de Engenharia Civil promoveram uma outra ação na escola Castro Alves. Literalmente com a mão na massa, eles promoveram troca de azulejos e reforma da paredes de uma das salas de aula.

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