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Polícia

Motorista se apresenta e diz que corpo de animal arrastado estava em decomposição; Polícia arquiva o caso

Moradores teriam solicitado retirado do corpo em decomposição, mas não foram atendidos pela prefeitura

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A Polícia Civil decidiu arquivar a investigação sobre supostos maus-tratos que teriam sido praticados contra um cachorro arrastado no acostamento da rodovia BR 487, nas proximidades do acesso a Vila Guarujá.

O homem flagrado em um vídeo com o corpo do cachorro amarrado ao veículo compareceu na manhã desta sexta-feira (9) na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão e explicou que o animal já estava morto há vários dias e que foi amarrado ao carro porque apresentar forte odor. Uma testemunha, que mora no bairro, confirmou a versão.

Apesar de qualificar como não recomendável a ação, o delegado-che da 16ª SDP, Gustavo Pinho Alves, disse que não havia crime na conduta. A lei faz referência a maus-tratos apenas em relação a animais vivos.

Na quinta-feira (8) uma pessoa que presenciou a cena, postou um vídeo em grupos de aplicativos de mensagens, exibindo a placa do veículo e solicitando auxílio para o homem fosse encontrado e a crueldade “não ficasse impune”.

Nas cenas registradas, não era possível identificar se o animal estava morto. As imagens causaram repercussão nas redes sociais.

“Fedendo”

Na manhã desta sexta-feira, o mecânico Claudinei Aparecido da Silva, 45 anos, se apresentou na delegacia. Em depoimento, ele disse que  amarrou e arrastou o corpo do animal para não sujar o veículo.

Silva explicou que este foi o “único jeito” encontrado para remoção do corpo do animal, que estaria abandonado há dias em frente de sua casa na avenida Presidente Kennedy, na região do Lar Paraná. O mecânico contou que o cachorro havia sido atropelado no local.

Segundo ele, moradores da rua solicitaram auxílio da prefeitura para retirada do corpo do animal, mas não foram atendidos.

O mecânico contou que não parou, quando foi abordado por outros motoristas na rodovia, porque o corpo do animal em decomposição estava “fedendo demais”. Ele disse ter  enterrado o corpo do animal em uma área da Usina Mourão.

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