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Polícia

Homem é atingido com tiro na cabeça, irmã diz que disparos foram feitos por PM

Portador de esquizofrenia paranoide, Orlando José de Souza já havia sido salvo pela PM em situação semelhante; IPM será instaurado

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Um homem foi morto, com tiros que atingiram a perna e cabeça, segundo peritos da Criminalística – no distrito de São Geraldo, em Araruna, município localizado a 20 km de Campo Mourão. Os autores dos disparos seriam policiais militares, de acordo com a comerciante Raquel Nogueira de Souza, irmã da vítima.

O 11º Batalhão da Polícia Militar vai instaurar Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da morte. O caso também será investigado pela Polícia Civil em Peabiru. A morte ocorreu no início da tarde de quinta-feira (22).

Orlando José de Souza, 44 anos, era portador de esquizofrenia paranoide, de acordo com atestados médicos de unidades de saúde pública apresentados ao i44 News por Raquel.

Conforme moradores do local, Souza teria procurado uma Unidade Básica de Saúde em Araruna, na manhã de quinta-feira.

Demonstrando extremo nervosismo, provavelmente motivado pelo surto da doença, ele teria ficado insatisfeito com o atendimento e ameaçou funcionários do local. Há relatos de que ele estaria armado com um facão.

11º BPM vai instaurar inquérito policial militar (IPM) para apurar as circunstâncias em que ocorreram os disparos

Acionados por funcionários, policiais militares se dirigiram inicialmente para UBS e em seguida para a casa dele. Não há testemunhas do que ocorreu no local.

Raquel porém, diz ter sido comunicada que os policiais arrombaram a porta, na tentativa de retirá-los do interior da casa. Armado com um machado, Souza teria – segundo o relato de sua irmã – tentado agredir os policiais. Um dos PMs, teria revidado a ação, disparando sua arma. Souza morreu no local, com marcas de disparos na cabeça e na perna.

O corpo da vítima foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Campo Mourão.

Caso anterior

Em situação semelhante, Souza havia sido atendido por policiais militares de Araruna e por paramédicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campo Mourão para preservação de sua vida.

O caso ocorreu em março deste ano. Aparentando estar em surto, a vítima estava armada com um facão e pretendia se suicidar. Ele já tinha um histórico de outras tentativas. Os policiais e os profissionais de saúde, imobilizaram Souza após desarmá-lo, e o conduziram para uma unidade hospitalar.

Em entrevista gravada pela página Hora Certa, na época, um oficial da PM disse que houve o “uso de resistência passiva” no atendimento para “o próprio bem dele”.

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