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Flagrantes de violência doméstica crescem 43% em Campo Mourão

Situação é idêntica na região de atuação do 11º BPM; neste ano já são 333 registros

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Flagrantes de violência doméstica feitos pela Polícia Militar em Campo Mourão aumentaram 43% de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2017. O número de casos passou de 91 para 130.

Em toda a área do 11º Batalhão de PM, que abrange 20 municípios, também houve crescimento no mesmo intervalo, de 274 para 333 registrosNa segunda-feira (10), foram registrados dois casos na cidade. Um envolve um jovem de 22 anos e outro um homem de 44.

Segundo informações da Polícia Militar, o primeiro caso ocorreu por volta das 12h, no Jardim Paulino. O relatório da PM diz que o jovem foi contido por pessoas próximas ao agredir a mãe de 50 anos.

Algumas pessoas que presenciaram o fato relataram à Polícia Militar que o rapaz tentava agredir a mãe com pedaços de madeira e atirou um tijolo nela. A mulher teve uma lesão no antebraço direito e contou aos policias que o filho estava “sem tomar os remédios”.

O segundo caso foi registrado às 21h, no centro de Campo Mourão. A PM informou que foi acionada por uma mulher de 56 anos que ouviu barulho e xingamentos vindos da casa vizinha.

De acordo com a PM, a moradora da casa, de 46 anos, relatou que foi agredia verbalmente e ameaçada pelo marido de 44 anos. O homem, conforme relatório da polícia, ameaçou atear fogo na casa. Tudo foi presenciado pela filha do casal.

Segundo o delegado titular da Delegacia da Mulher, Marcelo Trevizan, a mãe agredida afirmou levou a tijolada durante uma briga entre seus dois filhos. O jovem foi liberado porque a mulher não representou a agressão.

No caso do homem que fez ameaças à esposa e à filha de 19 anos, o delegado arbitrou fiança de R$ 1,5 mil, que não havia sido paga até o final da tarde de terça-feira (11). O homem continuava preso na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão.

Trevizan atribuiu o aumento de flagrantes realizados pela Polícia Militar na cidade que envolvem violência doméstica à maior conscientização das vítimas de que o melhor caminho é a denúncia, da comunidade, e também à lei 13.641/18, sancionada em abril deste ano, que altera dispositivos da Lei Maria da Penha, e tipifica o crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência impostas em razão de violência contra mulheres.

“No caso de ameça à mulher e filha, quem acionou a Polícia Militar foi uma vizinha. Isso quer dizer que as pessoas estão mais conscientes sobre o que é violência doméstica e estão denunciando”,comentou.

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