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Polícia

Novo delegado-chefe diz que efetivo reduzido da 16ª SDP preocupa

Número de investigadores deveria passar de 15 para 25 e de escrivães de seis para 12

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O novo delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Nilson Rodrigues da Silva, disse que o efetivo da SDP é preocupante por ser “muito pouco” para atender a população da cidade e região. Ele assumiu o cargo na última segunda-feira (21), transferido de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais.

Segundo o delegado-chefe, o número de investigadores deveria aumentar de 15 para 25, no mínimo, e o de escrivães de seis para 12 por causa da quantidade de procedimentos em trâmite na delegacia. “E há dois delegados, eu e o adjunto. Deveria haver um operacional para ficar na rua e ajudar os investigadores”, afirmou Rodrigues.

A área da 16ª SDP de Campo Mourão compreende os municípios de Campina da Lagoa, Mamborê, Peabiru, Ubiratã, Iretama, Janiópolis, Farol, Luiziana, Boa Esperança, Nova Cantu, Altamira do Paraná, Roncador, Araruna, Juranda, Moreira Sales, Quarto Centenário e Rancho Alegre do Oeste.

Conforme estimativa de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a população de Campo Mourão e das 17 cidades que fazem parte da 16º SDP é de 239,4 mil habitantes.

De acordo com Rodrigues, a expectativa é que o governo do Estado lance concursos públicos para fazer contratações. “A delegacia está em um estado bom, mas quanto ao efetivo preocupa porque é muito pouco para a população de Campo Mourão e região”, diz.

Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil foi autorizada a fazer concurso para contratação de 35 profissionais de 4ª classe de carreira de delegado. Há uma seleção em andamento com 100 vagas para o cargo de escrivão. A primeira etapa, com prova objetiva e discursiva, foi aplicada em novembro de 2018. “Carecemos da melhora do quadro de pessoal que só será resolvido com a realização de concurso público”, afirmou Rodrigues.

Delegado

Rodrigues é delegado há 25 anos. Já esteve à frente da delegacia de Nova Esperança e foi delegado adjunto da 9ª SP de Maringá por 11 anos e 6 meses. Ocupou o cargo de delegado-chefe de Umuarama e Cianorte, cidade onde ajudou a criar a 21ª SP.

Ele chefiou a 18º SP de Telêmaco Borba por 4 anos antes de ser designado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) para ser o delegado-chefe de Campo Mourão, em substituição a Gustavo Pinho Alves, que ficou no cargo por 8 meses.

Quando atuava em Cianorte, ele fez plantões na delegacia de Campo Mourão. “A expectativa é muito boa porque toda transferência exige que o profissional mostre serviço. Tem que dizer o porquê que veio à cidade”, comentou.

Homicídios e cadeia

Rodrigues avalia que o número de homicídios em Campo Mourão – 17 ano passado e 16 em 2017 – é “razoável”, levando-se em consideração a população de 94,2 mil habitantes, confirme estimativa de 2018 do IBGE.

Em Telêmaco Borba, município com 78,1 mil habitantes, ocorreram 17 assassinatos em 2017 e 33 em 2018. “A maioria dos homicídios está relacionada ao tráfico de drogas e eu creio que a aqui não seja diferente”, diz. C

A carceragem da 16ª SDP está superlotada. A capacidade é para 68 presos e nas celas estão 232. “A cadeia está tranquila. Esperamos que essa tranquilidade reine.”

A superlotação, assegura o delegado-chefe, não vai impedir a Polícia Civil efetuar prisões. “Não importa a quantidade de pessoas na carceragem. Cadeia é igual coração de mãe. Sempre cabe mais um.”

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