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Vida e Estilo

Médico fotógrafo tem clínica em Campo Mourão que é uma “viagem ao mundo” em imagens

Radiologista Marcos Antonio Corpa já fotografou paisagens em 35 países

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As paredes do centro de diagnósticos de 1.200 metros quadrados na região central de Campo Mourão estão tomadas por mais de 500 fotografias de lugares no exterior e no Brasil. A exposição de imagens de belezas do mundo é permanente e faz parte do arquivo pessoal do médico Marcos Antonio Corpa, 69 anos, um entusiasta da fotografia, de viagens e também da radiologia.

“Um amigo brinca que sou retratista interno e externo. É uma brincadeira, mas tem um fundamento”, diz radiologista que montou a primeira clínica em Campo Mourão em 1976, comprada de um outro médico com o único raio x da cidade na época.

Em 1978, Marcos adquiriu em Cidade do Leste, no Paraguai, a primeira máquina fotográfica. “Fotografava tudo que via pela frente.”

A Canon AE-1 ele guarda até hoje com outras cinco máquinas que usa para fotografar nas viagens internacionais, em Campo Mourão, outras cidades brasileiras e também a família. As paredes da clínica estão cheias de fotografias dos três filhos, Maria Carolina, Marcos e Ana Cristina, todos médicos radiologistas que atendem no centro de diagnósticos, e dos netos.

O médico, que se formou em 1973 na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fez residência em radiologia na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, uniu a especialidade médica com a fotografia.

No final da década de 1970 não havia máquina para revelar filmes em Campo Mourão, então o médico fazia manualmente as revelações de fotografias e do raio x. “O processo de revelação é basicamente o mesmo”, afirmou.

A paixão pela fotografia é levada dentro da mala nas viagens – ele já esteve em 35 países. Nos corredores da clínica, há belas paisagens registradas na em países das Américas do Sul, Central e do Norte, da Europa e África. “Meu forte é paisagem e igrejas por causa da arquitetura. Na viagem sempre estou com uma máquina nas mãos”, disse.

Viajando pela Patagônia chilena, diz Marcos, viu um bando de condores-dos-andes. “É algo raro que tive o privilégio de fotografar. É algo que vou colecionando e vai me cativando.”

Com a fotografia, ele afirma que tem a chance de observar os lugares com mais atenção. Em cada viagem, ele afirma que faz, em média, 2 mil fotografias. “Como fiz JR Duran [fotógrafo reconhecido internacionalmente]. Faz primeiro a qualidade e depois tira a qualidade. Fico vendo e revendo”, disse.

O médico diz que viaja para fotografar e une as duas paixões. Em julho, no aniversário de 70 anos, vai com a esposa Darci, que também trabalha no centro de diagnósticos, para a Escandinávia, na região norte da Europa. E outras fotografias vão para as paredes do centro de diagnósticos.

Para ele, a obra-prima do acervo é uma foto que fez de uma igreja simples na Patagônia argentina, local onde que rendeu dezenas de imagens expostas na clínica com contrates acentuados de cores. “Tem um painel na sala de tomografia e um quadro no corredor, um rio de desgelo com cor de esmeralda”, diz.

A radiologia para Marcos é o trabalho, o “ganha pão” que ele diz desenvolver por mais de 40 anos com amor e dedicação. E a fotografia é a paixão. “Quem faz fotografia tem os olhos diferentes. Pra mim tem muito valor.”

Em Campo Mourão, o médico fotógrafo afirma espalhou as imagens que fez nas viagens em restaurantes. “É algo que não se vê muito por aí. Em cada restaurantes tem um painel com fotografia minha.”

O médico tem o título de Cidadão Honorário de Campo Mourão, concedido pela Câmara em 2015. Também é fundador e foi presidente do Rotary Gralha Azul, presidiu a Sociedade de Radiologia do Paraná e a Associação Comercial de Campo Mourão (Acicam).

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