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Educação

Um em cada 10 alunos da rede estadual em Campo Mourão e região abandona a escola

Taxa de evasão escolar foi de 10,57% em 2018, o que representa 1.989 estudantes, segundo o Núcleo Regional de Educação

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Levantamento do Núcleo Regional de Educação aponta que um em cada 10 alunos da rede estadual abandonou a escola ano passado em Campo Mourão e 15 cidades da região. A taxa média de evasão escolar foi de 10,5%, do ensino fundamental de 8,9% e do ensino médio ficou em 12,9%. O NRE órgão criou um protocolo local para atendimentos de casos e envolve o Ministério Público, Conselho Tutelar e outros órgão que integram a chamada rede de proteção.

Segundo dados do NRE, o Sistema Educacional da Rede de Proteção (Serp) registrou 1.989 casos de abandono em Campo Mourão e região em 2018. São 999 do ensino fundamental e 990 do ensino médio nas 56 escolas em 16 municípios, 13 em Campo Mourão.

“O Estado precisa garantir o acesso e a permanência do aluno na escola, então qualquer número é alto. O ideal é que todas as crianças em idade escolar estivessem na escola”, disse a coordenadora da Educação Básica do Núcleo de Educação em Campo Mourão, Regiane Timóteo das Neves Baldi,

A taxa de evasão escolar verificada em Campo Mourão e região é ligeiramente maior que a do Paraná, de 9,73%. Os números estão no Sistema Educacional da Rede de Proteção (Serp), da Secretaria de Estado da Educação e Esporte (Seed), que é o preenchimento e fluxo dos encaminhamentos previstos no Caderno do Programa de Combate ao Abandono Escolar (PCAE).

Segundo a coordenadora da Educação Básica do Núcleo de Educação em Campo Mourão, Regiane Timoteo das Neves Baldi, as principais causas do abandono são desmotivação pelos estudos, drogas, gravidez e trabalho. “No primeiro ano do ensino médio muitos preferem ir para o mercado de trabalho do que concluir os estudos”, afirmou Regiane.

De acordo com a técnica pedagógica do NRE responsável pelo Serp, Jadiane Alves de Oliveira, quando o aluno que falta 5 dias consecutivos ou 7 dias alternados em um período de 60 dias a equipe pedagógica da instituição comunica os pais e procura o motivo das faltas.

Caso o estudante não retorne, explica Jadiane, é feito registro no Serp e o Conselho Tutelar procura identificar a origem do abandono. “A situação que está por trás da evasão pode ser resolvida pela rede de proteção. Mas é preciso também conscientização e comprometimento da família e maior participação na vida escolar”, disse a técnica.

A rede de proteção fez a primeira reunião na semana passada para estabelecer um cronograma de ações. Casos de evasão escolar passarão a ser analisados nas reuniões que vão acontecer uma vez por mês com diretores e pedagogos de escolas e técnicos do NRE, Conselho Tutelar, Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), da área da saúde do município e Estado e Ministério Público (MP). “É preciso trabalhar constantemente para o fortalecimento da rede, com configuração de ações”, diz Regiane.

Conforme o promotor Thiago Kruppa Miara, da 1ª Promotoria de Justiça de Campo Mourão, o MP é o último recurso da rede para fazer com que o aluno retorne à sala de aula. “Analisadas as causas da evasão escolar damos início a procedimentos para que o estudante volte a estudar”, afirmou.

A Secretaria de Estado da Educação deu início ao programa Presente na Escola para combater o abandono escolar. São ações integradas para o monitoramento de frequência e elaboração de ações com a rede de proteção para manter e trazer os estudantes de volta para a escola.

O Presente na Escola funcionará com o aplicativo Registro de Classe, que permite ao professor realizar a chamada off-line pelo celular. Com essa base de dados, serão gerados relatórios diários por escola e por série. O relatório vai informar, por exemplo, quais são os 10% dos alunos mais faltosos.

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