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Vídeo do MDH incentiva sociedade a denunciar abuso e exploração sexual

Ministra Damares alerta que é preciso investir no fortalecimento dos vínculos familiares e na fiscalização

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Assista ao vídeo lançado neste sábado para a campanha Maio Laranja

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lançou neste sábado (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, vídeo alusivo à campanha Maio Laranja. O objetivo é alertar a sociedade e incentivar denúncias por meio do Disque 100.

Dados da central de atendimento de direitos humanos, relativos aos quatro primeiros meses do ano, apontam que 90% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Ao todo, mais de 17 mil denúncias foram recebidas.

Para a ministra Damares Alves, os números demonstram que é preciso investir no fortalecimento dos vínculos familiares e na fiscalização, por meio da equipagem, treinamento e proteção dos conselheiros tutelares.

“Já iniciamos por meio da entrega de kits para os conselhos. Foram 28 e temos outras 188 cidades a serem contempladas ainda este ano. Também investimos na melhoria do canal de atendimento, o Disque 100. Mas sabemos que a chave para mudar essa realidade está mesmo na família”, diz a ministra.

A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Petrúcia Andrade, diz que o fato de os abusos envolverem pessoas da confiança dos menores preocupam.

“O núcleo de confiança de dentro e fora de casa também aparece no relatório de denúncias do Disque 100. A cultura do abuso se espalha no Norte, Sudeste e Nordeste do País. A proposta é desenvolvermos metodologias para abordar e identificar quando algo está errado”, explica.

Disque 100
O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular),bastando discar 100.
O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos pois atende também graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante.

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