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Futebol: um mourãoense de olho na seleção de Hong Kong

Atacante do Southern District, Dhiego Martins já jogou sete temporadas na Hong Kong Premier League

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Dos campinhos de futebol de Campo Mourão, Dhiego Martins, atacante do Southern District FC, encerrou a sétima temporada no futebol de Hong Kong e segue firme no caminho já percorrido por outros brasileiros e estrangeiros, de jogar pela seleção
hong conguesa.

Mas para integrar o seleção, cujo melhor resultado é um terceiro lugar na Copa da Ásia em 1956, Dhiego precisa permanecer por mais três temporadas na Hong Kong Premier League, principal competição de futebol profissional da ex-colônia britânica, para obter a cidadania.

“O treinador da seleção [Cheng Siu Chung] veio conversar comigo, no final de um treino, e falou que eu poderia ajudar a seleção”, disse.

Dhiego estreou na liga de Hong Kong em 2011, pelo South China, clube onde jogou por três temporadas e conquistou um título da Liga Premier e outro da Copa FA . Depois foi para o Skënderbeu, na Albânia; e Inter Baku, do Azerbaijão.

O mourãoense voltou para o território de Hong Kong para atuar no Hong Kong Pegasus (temporadas 2015/16 e 2016/17, com dois títulos da Copa FA), no Tai Po (2017/18) até ser contratado pelo Southern District, que renovou seu contrato.

Por ter jogado na Albânia e Azerbaijão, o atacante perdeu a sequência de atuação mínima de 7 anos em Hong Kong para “ser um local” e poder ser convocado pela seleção. “É um pensamento que eu tenho e estou buscando”, diz.

O Southern District terminou na terceira colocação na Liga Premier 2018/19 , que foi conquistada pelo Tai Po, ex-time de Dhiego, e foi vice-campeão da Copa FA. Dhiego marcou seis gols na liga, mas ficou 2 meses fora por causa de uma lesão no menisco. Vai aproveitar as férias em Campo Mourão com a família para fazer cirurgia em Maringá.

A ex-colônia britânica no território chinês se tornou há alguns anos um eldorado para jogadores brasileiros que fizeram carreira em clubes menores. O Southern District, time de Dhiego, tem quatro brasileiros. Os clubes têm limite para contratar seis estrangeiros.

Mourãoense em Hong Kong

Dhiego começou a carreira nas categorias de base da Adap de Campo Mourão e se profissionalizou no União São João de Araras, do interior de São Paulo. Passou pelo pelo Clube Atlético Taquaritinga, Nacional Atlético Clube, de Rolândia, Esporte Clube Taubaté, Sport Club Campo Mourão e Operário de Ponta Grossa. “Comecei a rodar o interior de São Paulo e Paraná até ir para Hong Kong”, disse.

Ele diz que precisou se adaptar ao futebol em Hong Kong e também a uma nova vida na Ásia. “É um futebol de mais correria, sem muita posse de bola, jogadores rápidos e fisicamente é preciso estar muito bem”, afirmou.

O primeiro contrato foi de 5 meses, com o South China, e foi renovado por 2 anos. Para ele, o melhor momento profissional na Ásia. “Achei que era a chance da minha vida e tive que agarrar.”

Mais adaptado ao estilo de Hong Kong, Dhiego afirma que o Southern District o cativou, pela torcida, diretoria e comissão técnica de um time novo que está se firmando. “Fui muito bem recebido, então me sinto muito mais motivado.”

Dhiego, a esposa Laysa, e os dois filhos Joaquim, 2, e Isabele, 4, moram em uma das cidades mais caras do mundo, segundo o relatório Worldwide Cost of Living 2019 (custo de vida mundial, em tradução livre), da empresa The Economist Intelligence Unit. Os três primeiros do ranking são Cingapura, Hong Kong e Paris. “Gostamos muito, uma cidade muito boa, onde tudo funciona, transporte e educação de qualidade e segurança”, diz.

A população de Hong Kong é estimada em 7,392 milhões de habitantes, com densidade demográfica de 6.736 moradores por quilômetro quadrado, uma das mais altos do mundo – em Campo Mourão é de 115 habitantes por quilômetro quadrado, segundo o IBGE.

Hong Kong foi colônia britânica até 1997. Mas mesmo pertencendo à China, o território preserva sistemas de migração, moeda e administração próprios. O cantonês e o inglês são os idiomas, diferente da China, onde a língua oficial é o mandarim

A filha mais velha está matriculada em uma escola internacional bilíngue e o menino nasceu em Hong Kong e deverá seguir o mesmo caminho educacional. “Os dois estão bastante adaptados. Acho que é novidade para eles é quando vêm ao Brasil.”

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