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“Greve geral” causa novo embate entre prefeitura de Campo Mourão e sindicato dos servidores

Para o Sindicato, nota pública da prefeitura é para esvaziar protesto nesta sexta-feira, na Praça São José

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A “greve geral”, que tem manifestação contra o projeto da reforma da Previdência marcada para as 15h nesta sexta-feira (14), na Praça São José, criou um novo embate entre a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Mourão (Sindscam). A administração fez uma nota pública, na qual diz que o protesto deveria começar às 17h, ao final do expediente dos servidores. A entidade interpresou a posição como uma forma de tentar reprimir o movimento.

A prefeitura não confirmou se vai fazer o descontar dos salários dos servidores que deixarem o trabalho 2h mais cedo para participarem da manifestação na praça.

A nota diz que panfletos foram distribuídos em escolas da rede municipal para que os pais não mandem os filhos às aulas nesta sexta-feira a partir das 15h.

Segundo o diretor do Sindscam, Gilberto Santana, a nota pública é uma maneira da administração municipal de pressionar o servidor para não parar e ir ao protesto. “Causou estranheza, é desnecessária, fora de propósito, uma forma de intimidar o servidor”, disse.

Santana afirma que a intenção da prefeitura é esvaziar o protesto. O sindicato estimava que 300 pessoas participassem da manifestação, mas agora avalia que 10% devam comparecer. “É uma atitude equivocada da prefeitura”, diz o diretor.

A “greve geral”, convocada pelas centrais sindicais e que está ocorrendo nesta sexta-feira em várias cidade do país, também é pela geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia do país e contra contingenciamento na Educação.

A reportagem do i44 News aguarda reposta se a prefeitura vai descontar as horas não trabalhadas nesta sexta-feira dos servidores que participarão da manifestação durante o expediente. “A gente espera que não. É um retrocesso. Se fizer os descontos teremos que tomar as medidas legais”, disse Santana.

Os embates entre prefeitura e Sindscam se acentuam no período de campanha salarial dos servidores públicos municipais. A data-base da categoria é março.

Neste ano, a categoria conseguiu 3,89% de reajuste – a reivindicação era de 7% -, que começa a ser pago neste mês e quitação do retroativo referente a 2017, que serpa depositado pela prefeitura entre maio e setembro. O índice foi classificado pelo Sindiscam como uma “vergonha”. No ano passado, a categoria recebeu reajuste de 2,8%. Em 2017, de 4,75%.

No dia 15 de abril, mais de 500 servidores protestaram em frente ao Paço Municipal para cobrar o reajuste salarial. Uma manifestação com o mesmo propósito em 11 de abril do ano passado teve decisão favorável da Justiça para horas não fossem descontadas do salários dos servidores que participaram da paralisação.

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