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Educação

Greve paralisa parte das atividades em escolas estaduais e continua nesta quarta-feira

Mobilização é estadual e por tempo indeterminado por reajuste salarial

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A mobilização de professores e servidores paralisou parte das atividades das escolas estaduais em Campo Mourão e região. Integrantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP Sindicato) decidiram que a greve por tempo indeterminado será mantida nesta quarta-feira (26).

Segundo a regional da APP Sindicato, em 80% das escolas estaduais no município houve adesão à greve de professores e agentes educacionais e em 62% dos estabelecimentos de ensino nas áreas dos NREs (Núcleos Regionais de Educação) de Campo Mourão e Goioerê. “A expectativa é que a adesão aumente a partir de amanhã”, disse Patrícia Lopes Romero, diretora de Secretaria de Sindicalizados da APP Sindicado em Campo Mourão.

Conforme a diretora, há unidades, a exemplo do Colégio Estadual do Campo Professor Jaelson Biácio, no distrito de Piquirivaí, em que paralisação foi de 100%.

Segundo NRE de Campo Mourão, no período da manhã nesta terça-feira (25) houve adesão parcial de professores e servidores em 58,7% das 69 escolas de Campo Mourão e cidades da região, em 2,6% foi total e em 38,7% não foi registrada paralisação das atividades.

De acordo ainda com o NRE, dos dos 15.24 professores dos estabelecimentos de ensino de Campo Mourão e região, 29 cruzaram os braços na manhã desta terça-feira, o que corresponde a 1,9%.

No Estado, a greve tem adesão de professores da educação básica, servidores da agricultura e meio ambiente, instituições de ensino superior e do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen). Outras categorias votariam indicativo de greve em assembleias nesta semana.

De acordo com a APP Sindicato, cerca de 80% das unidades educacionais aderiram ao movimento parcial ou totalmente no Estado.

Já a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (Seed) informa que a adesão foi de 2,4% nas 2.143 escolas estaduais.

A reivindicação do funcionalismo público estadual é de reajuste salarial de 4,94%. Os vencimentos da categoria estão congelados desde 2015. O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) já avisou que o Estado não tem recursos suficientes para fazer reposição salarial.

A greve foi convocada após 2 meses sem acordo entre o governo do Paraná e entidades sindicais sobre o reajuste nos salários.

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