Fale Conosco

Polícia

Inquéritos de violência doméstica aumentam 87% em Campo Mourão

Foram 225 inquéritos abertos pela Delegacia da Mulher de janeiro até esta terça-feira

Publicado

em

Os registros de violência doméstica em Campo Mourão tiveram aumento de 87% de janeiro a 23 de julho deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, segundo levantamento da Delegacia da Mulher. Na segunda-feira (22), um caso chamou a atenção na cidade. Uma mulher denunciou que o ex-marido invadiu a casa do seu namorado, cometeu agressões e levou a filha de 2 anos.

A Delegacia da Mulher abriu de janeiro a até esta terça-feira (23) 225 inquéritos – por meio de portaria do delegado – de crimes de ameça e lesão corporal contra mulheres. Em igual período do ano passado, foram 120. O volume chega próximo ao de 2018 inteiro, com 234 registros.

O titular da Delegacia da Mulher de Campo Mourão, Fábio Marques de Baptista atribui o aumento na quantidade de inquéritos à maior consciencização das mulheres em noticiar casos de violência à polícia. “As mulheres estão se emancipando cada vez mais e homens violentos e abusivos”, afirmou.

Os flagrantes de violência doméstica somaram 130 de janeiro a novembro do ano passado em Campo Mourão, conforme dados da PM (Polícia Militar). O número é 43% maior que o verificado no mesmo período em 2017.

De acordo com o delegado, os casos de flagrante – que não estão inseridos no levantamento de inquéritos da Delegacia da Mulher – ocorrem com mais frequência nos fins de semana. “O principal fato é uso de álcool”, disse o Baptista.

Caso

A jovem de 20 anos relatou à polícia, conforme o boletim de ocorrência, que estava na casa do namorado com a filha de 2 anos quando o ex-marido pulou o portão e invadiu a residência.

Ela disse à polícia que dentro da casa, o ex-marido, de quem se separou “há pouco tempo”, foi vítima de agressão, que o rapaz ameaçou o namorado dela e pegou a filha sem dizer para onde ia. A Polícia Civil abriu inquérito para in investigar o caso.

Medida protetiva

Segundo a Delegacia da Mulher de Campo Mourão, no ano passado foram feitos 69 pedidos de medidas protetivas de urgência à mulheres vítimas de violência, sem contar o número relacionado aos casos de flagrantes.

O delegado afirma que 90% dos casos envolvem relação íntima entre homem e mulher e de famílias que vivem sob o mesmo teto. “Quando a mulher se sentir ameaçada, vítima de lesão corporal e outros tipos de violência, inclusive até xingamentos, deve procurar a Polícia Civil, noticiar o fato e fazemos o pedido ao juiz”, diz Baptista.

A Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006, estabeleceu um das formas de proteção a vítimas de violência, que é a garantia de medidas protetivas de urgência

O instrumento obriga o agressor a não tomar ações contra a mulher e existem também as medidas direcionadas à mulher e seus filhos para protegê-los.

Pela lei, a vítima pode solicitar a medida na polícia e também no Ministério Público. Depois de recebido o pedido, o juiz tem prazo de 48h para decidir.

Em abril do ano passado, foi sancionada a lei 13.641/18, que altera dispositivos da Lei Maria da Penha e tipifica o crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência impostas em razão de violência contra mulheres.

Comente

Comentários

Copyright®i44 News. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do i44 News (redacao@i44.com.br).