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Polícia

Com efetivo policial reduzido, Campo Mourão tem fim de semana violento

Foram três homicídios na sexta e no sábado e prisão por tráfico de drogas no domingo

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Em dois dias, na sexta-feira (30) e no sábado (31), Campo Mourão registrou três homicídios e o número de casos chega a 12 neste ano, seis a menos que o total de 2018. A sequência no fim de semana é um desafio para as polícias Civil e Militar por causa do efetivo reduzido nos últimos anos. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

Na madrugada de sexta-feira, Johny Wesley Fernandes, 22 anos, foi morto a tiros em frente ao campus da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), às margens da BR-369, um local de ponto de encontro de jovens conhecido como “gramadão e “pontinho”.

Os outros dois assassinatos no sábado ocorreram em um intervalo de pouco mais de 2h. Por volta das 21h30, Alciole Veiga da Silva, 40 anos, foi assassinado também a tiros na Avenida João Batista Salvadori, entre os conjuntos Fortunato Perdoncini e Milton de Paula Walter.

Perto da meia-noite, Wesley Ferreira de Oliveira, 21 anos, foi localizado morto com vários tiros na Estrada dos Encontros. “Há dois casos em que as investigações estão avançadas [mortes de Wesley e Johny Wesley] e outro [Alciole] está truncado”, disse o delegado-chefe da 16ª SDP (Subdivisão Policial), Nilson Rodrigues da Silva.

No domingo (1º), durante as investigações dos homicídios, a Polícia Civil prendeu um casal com um drogas e um revólver calibre .38 em uma residência no Conjunto Avelino Piacentini.

A suspeita é que a arma pode ter sido usada para matar Wesley na Estrada dos Encontros e o crime tenha sido motivado por um desentendimento entre moradores do bairro. A mulher presa é irmã do suspeito de efetuar os disparos.

Segundo a Polícia Civil, Johny Wesley tinha antecedente criminal por roubo e tráfico de drogas. O crime em frente à universidade, conforme a polícia, envolveu uma disputa amorosa. “Entendemos até o momento que é passional, mas não abandoamos outras linhas de investigação, como o tráfico de drogas”, afirmou Silva.

Alciole, de acordo com a Polícia Civil, tinha passagem por roubo. Moradores nas proximidades da Avenida João Batista Salvadori relataram à Polícia Militar que um carro parou, uma pessoa desceu e disparou vários tiros.

Efetivo

De acordo com o delegado-chefe, o número de 12 homicídios em Campo Mourão em 2019, apesar de ser ainda menor em relação ao ano passado, não pode ser considerado normal e preocupa a Polícia Civil.

Silva diz que há um “bom” índice de esclarecimento dos assassinados neste ano. Dos 12 casos, em oito os autores foram identificados e o tráfico de entorpecentes é o pano de fundo da maioria. “A equipe de investigação de homicídios é muito boa, pena que é pequena. Deveria ser maior para progredir com mais agilidade”, afirmou.

Segundo o delegado-chefe, o número de investigadores – todas as áreas – da 16ª SDP deveria aumentar, no mínimo, de 15 para 25.

Na Polícia Militar, o comandante do 11º Batalhão, tenente-coronel Julio Cesar Vieira da Rosa, desde de julho de 2017, quando assumiu a função, houve diminuição de 32% do efetivo por conta de aposentadorias e transferências.

E reunião na última sexta-feira (31), o presidente da Comcam (Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão), Edenilson Miliossi (Cidadania), prefeito de Barbosa Ferraz, disse que a área tem deficit de 100 a 150 policiais militares.

A intenção é convocar uma reunião com o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e com o secretário de Segurança Pública, coronel Rômulo Marinho, para cobrar o aumento do número de policiais na região.

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