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Onça-parda é presa em campinho, solta por órgãos ambientais e assusta moradores de Araruna

Animal solto pelo IAP e a Polícia Ambiental foi para um corredor verde

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Uma onça-parda, que foi presa em um campinho de futebol de um centro de formação religiosa da igreja católica em Araruna (a 21 km de Campo Mourão), na manhã desta segunda-feira (9), e solta por órgãos ambientais, assustou moradores da cidade. Na área há residências e crianças que brincam no local chamado de “coleginho”.

O animal, com cerca de 50 quilos, de porte médio a grande, foi solto depois que representantes da Polícia Ambiental e IAP (Instituto Ambiental do Paraná) cortaram o alambrado. A onça saiu do campinho e entrou no corredor verde do córrego Apiaba.

A dona de casa Gislaine Cristina de Oliveira, 34 anos, que reside em frente ao centro de formação, disse que não vai mais permitir que o filho de 9 anos fique sozinho no campinho de futebol do centro de formação por causa da onça. “Só vai se eu estiver junto. Dá medo, vai que o bicho volta”, afirmou.

Segundo a aposentada Dalva da Glória, 74 anos, que reside na Rua Almirante Tamandaré e é vizinha do centro de formação, a onça “embelezou a paisagem” nesta manhã, mas representa perigo.

De segunda a sexta-feira, perto das 6h, Dalva espera o ônibus próximo ao centro de formação com o neto de 15 anos que estuda em Campo Mourão. “E se ela aparecer no escuro e nós dois ali? Como soltaram o bicho, o nosso medo só aumenta”, diz Dalva.

O prefeito de Araruna, Leandro Cesar de Oliveira (Cidadania), disse que a Vigilância Sanitária foi informada sobre o animal pelo caseiro da propriedade e o órgão acionou o IAP e a Polícia Ambiental. “Foi uma segunda-feira movimentada. Quando cheguei no local já havia bastante gente olhando o animal”, afirmou.

Depois que a onça foi solta, alguns moradores da cidade disseram nas redes sociais que o animal deveria ter sido capturado e levado para alguma reserva ambiental. “Solta ali e temos creches e escolas [por perto]”, escreveu uma moradora.

De acordo com o prefeito, os procedimentos foram tomados pelo IAP e Polícia Ambiental porque o município não tem capacidade técnica para lidar com esse tipo de situação. “Soltaram porque sabem que a onça vai seguir o caminho dela e esperamos que não ocorra nenhum problema. Não há motivo para medo”, disse Oliveira.

Procedimento

De acordo com o fiscal do IAP em Campo Mourão, Caetano da Silva, a decisão de cortar o alambrado e deixar a onça-parda sair foi tomada porque existe uma corredor verde nos fundos da propriedade que faz ligação com outras áreas de perseveração ambiental.

Silva disse que a captura implicaria em risco, já que o animal estava estressado, assustado e a família poderia estar por perto. “Esse animal percorre, em média, 50 quilômetros por noite, então a melhor opção foi soltá-lo”, diz o fiscal.

Em setembro de 2009, um lobo-guará, animal em extinção, foi capturado pela Polícia Ambiental em um campinho de futebol em Araruna e levado para uma reserva ambiental nas proximidades.

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