Fale Conosco

Cidade

Após previsões ‘furadas’, governo do PR nem arrisca data para inaugurar cadeia pública

Unidade prisional com 392 vagas está sendo construída em Campo Mourão desde janeiro de 2015

Publicado

em

Depois de sucessivos “furos” em previsões de conclusão das obras da cadeia pública de Campo Mourão, o governo do Estado não arrisca informar data para abertura da unidade prisional com 382 vagas e que poderia desafogar o minipresídio da 16ª SDP (Subdivisão Policial), hoje com 215 presos e capacidade para 68.

As tentativas de fuga no cadeião na região central da cidade, rodeado por residências, são constantes e a Polícia Civil faz a administração compartilhada da unidade com o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná), o que prejudica o trabalho policial.

A cadeia pública começou a ser construída em janeiro de 2015. Houve paralisação nas obras por mais de 1 ano. Datas de conclusão chegaram a ser anunciadas pelo ex-governador Beto Richa (PSDB), governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e secretários de Segurança Pública.

O custo, que na placa fincada na obra informa R$ 10.925.108,06 e término previso para 18/12/2017, deverá chegar a R$ 12,3 milhões, segundo informou a Segundo a Sesp (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária).

De acordo com a Sesp, as obras serão concluídas “nas próximas semanas”, mas “ainda não é preciso confirmar uma data” para a abertura da unidade”. Os atrasos são justificados por erros nos projetos iniciais que precisaram ser corrigidos. “A nossa parte aqui deverá acabar até o final deste mês. Depois tem o mobiliário lá dentro”, disse um homem que trabalha na obra da cadeia pública e não quis se identificar.

No sábado (2), servidores do Depen conseguiram descobrir tentativa de fuga no minipresídio da 16ª SDP. Presos estavam serrando as grades da parte superior da cadeia para poderem fugir pelo telhado.

Conforme o delegado-chefe da 16ª SDP, Nilson Rodrigues da Silva, tentativas de fuga são frequentes na unidade prisional, local onde o clima é sempre tenso por conta da fragilidade da estrutura e quantidade de presos. “A superlotação é preocupante. É uma cadeia que exige muito cuidado e constantes as operações para evitar fugas”, disse Silva.

A gestão do cadeião é compartilhada, ou seja, de responsabilidade da Polícia Civil e do Depen. Em novembro do ano passado, um decreto estadual transferiu os setores de carceragem temporária das delegacias de polícia de 37 municípios exclusivamente para o Depen, mas não incluiu Campo Mourão.

O delegado diz que um novo decreto em formação deverá contemplar Campo Mourão. “Espero que a Polícia Civil seja desvinculada da administração para liberar policiais, que eles possam se dedicar exclusivamente às investigações”, afirmou.

Outra expectativa é que a cadeia pública entre em operação e presos do cadeião sejam removidos. “Não sabemos ainda a finalidade e continuidade do minipresídio e nem se será removida a totalidade de presos”, afirmou Silva.

As ruas de acesso à cadeia pública em construção são de terra. A Sesp informou que não está prevista na secretaria a pavimentação asfáltica no entorno. A prefeitura de Campo Mourão não informou se existe projeto para fazer asfalto na região.

Comente

Comentários

Copyright®i44 News. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do i44 News (redacao@i44.com.br).