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Economia

Maior cidade da Comcam, Campo Mourão é segunda no ranking de empregos formais

Ubiratã, com população três vezes menor que Campo Mourão, é o município com melhor desempenho

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Há quase 1 ano em busca de emprego, Eva Pereira de Souza, 40 anos, conseguiu nesta segunda-feira (25) uma vaga, mas em Ubiratã (a 82 km de Campo Mourão). A cidade com pouco mais de 2,1 mil habitantes, população três vezes menor que de Campo Mourão, com 94,8 mil moradores, tem o melhor saldo de empregos neste ano na área da Comcam (Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão).

Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, de janeiro a outubro de 2019, o saldo líquido em Campo Mourão foi de 433 postos de trabalho e em Ubiratã, 747.

“Em Campo Mourão está muito complicado. Consegui emprego em outra cidade e estou feliz. Importante é trabalhar”, disse Eva.

Depois que deixou o emprego de auxiliar de cozinha em uma lanchonete, Eva ficou 1 ano trabalhando de diarista para conseguir pagar as contas. “Tem que correr atrás, mesmo que o emprego não seja na mesma cidade”, diz.

Vinícius Lourenço da Silva, 28 anos, busca emprego formal há mais de 2 meses em Campo Mourão. “Tenho experiências na carteira de auxiliar de produção, de cozinha e motorista, mas está muito difícil em Campo Mourão”, afirmou.

Na Agência do Trabalhador de Campo Mourão havia nesta segunda-feira (25) 16 vagas no mural. Na agência de Ubiratã, a oferta era de 89 postos de trabalho – 80 em uma indústria de aves.

A Cooperativa Central Unitá, criada em 2011 pela Copacol, Coaguru e Coorperflora, é onde Eva conseguiu emprego. Segundo a indústria, a Unitá gera cerca de 2,1 mil emprego diretos e processa e embala produtos com a marca Copacol que são comercializados no Brasil e mais 40 países.

De acordo com o gerente da Agência do Trabalhador de Ubiratã, Luiz Antonio, a indústria é responsável pro mais de 80% das vagas oferecidas pela unidade. Dia 2 de dezembro haverá entrevista de emprego para contratação de 80 trabalhadores.

A agência tem média mensal de 150 vagas e neste ano intermediou a colocação de 1.044 pessoas no mercado de trabalho. “A maior necessidade por mão de obra é do abatedouro de aves, que gera muitos empregos”, disse Antonio.

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