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Saúde

UPA 24 Horas, em funcionamento há mais de 2 meses, é alvo de reclamações de pacientes

Falta de medicamentos na farmácia da unidade de saúde é uma das queixas

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Em funcionamento desde 13 de setembro deste ano, após mais de mil dias da inauguração, em dezembro de 2016, a UPA 24 Horas (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Mourão é alvo de reclamações de quem precisa de atendimento médico.

Uma servidora pública municipal, que foi à unidade de saúde na manhã desta terça-feira (26) com sinusite conseguiu dois dos medicamentos da receita médica, azitromicina e dipirona. Loratadina não tinha. “Preciso comprar na farmácia”, disse a mulher que não quis se identificar com medo de sofrer represália da administração municipal.

Ela diz que há 15 dias esteve na UPA com crise de ansiedade e esperou cerca de 4 horas para ser atendida pelo médico. “Demorou muito porque perderam o meu prontuário. O atendimento foi muito ruim nesse dia”, afirmou.

A aposentada Marina Soares da Silva dos Santos, 65 anos, foi atendida pelo médico, mas o óleo mineral indicado na receita não tinha na farmácia da UPA. “Se não encontrar no postinho perto de casa vou ficar sem porque não tenho dinheiro para comprar”, diz.

A atendente Celma de Fátima Jobin, 34 anos, conseguiu na farmácia da UPA um dos três medicamentos receitados para o sobrinho de 14 anos que sentia náuseas e dores no corpo. “Vou precisar comprar na farmácia e já sei que são caros”, afirmou.

Enquanto aguarda há 3 meses a consulta com um ortopedista pela rede municipal de saúde, a aposentada Irene Barbosa Vidal, 66 anos, tem ido à UPA para tomar injeção e amenizar as dores nas costas e pernas. “As injeções não resolvem. Em alguns dias começa a doer de novo e preciso voltar aqui”, disse.

Na farmácia, a reportagem do i44News foi informada que amoxicilina (pó suspensão oral) está em falta. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que o medicamento será enregue às unidades de saúde na próxima semana.

Segundo a assessoria, loratadina, para pacientes internados, é retirada nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). E óleo mineral também está disponível nas unidades de saúde.

Sobre a paciente com crise de ansiedade que relatou ter ficado cerca de 4 horas à espera de atendimento na UPA, a assessoria informou que não existe reclamação formalizada na ouvidoria e que “jamais uma pessoa passando mal ficará todo esse tempo aguardando”.

De acordo coma prefeitura, a UPA atende, em média, 300 pacientes por dia. Na manhã desta terça-feira, três médicos faziam o atendi mento na unidade.

A prefeitura não informou o número de pessoas que à espera de exames e consultas médicas especializadas, apenas que “as filas herdadas pela administração anterior eram imensas”.

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