Fale Conosco

Política

Após pressão popular, Câmara recua e ‘congela’ salários de vereador, prefeito e secretário

Manutenção dos valores atuais dos subsídios foi aprovada por unanimidade

Publicado

em

Após dois dias seguidos de pressão popular nas redes sociais e na Câmara, o Legislativo vetou nesta sexta-feira (6) o aumento de valores dos subsídios de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores para a próxima legislatura (2021-24) em Campo Mourão e manteve valores atuais.

Na primeira sessão extraordinária, na quinta-feira (5), os vereadores tinham aprovado dois projetos de lei que previam aumentos de 11,11% para o salário de vereador, 15,43% para prefeito e secretários e 53,47% para vice-prefeito, levando-se em consideração valores aprovados em 2016.

Emenda assinada por nove parlamentares, para manter os subsídios de vereador em R$ 7.073,47, do presidente da Câmara em R$ 9.467,01, do prefeito em R$ 20.581,72, do vice-prefeito em R$ 756,30 e de secretário municipal em R$ 11.320,88, foi aprovada na votação em segundo turno por unanimidade. O projeto segue para análise do prefeito Tauillo Tezzelli (Cidadania).

Segundo o presidente da Câmara, Olivino Custódio (PSC), os parlamentares levaram em consideração que o acréscimo de R$ 787 no subsídio de vereador não justifica o desgaste com a população que se manifestou contra os aumentos. “Ouvimos o clamor da população porque o vereador é representante do povo. Toda manifestação é salutar e ajuda no desenvolvimento”, disse.

Na primeira sessão extraordinária, na quinta-feira, Olivino desempatou a favor do aumento a votação em 6 a 6 do projeto 126/2019 que fixava o subsídio de vereador em R$ 7.860.

A participação da população na votação dos projetos na Câmara nesta sexta-feira foi maior. Cerca de 70 pessoas acompanham a sessão. Também houve pressão nas redes sociais para que os parlamentares não aprovassem os aumentos.

“A Câmara manteve os salários e essa é uma vitória do povo de Campo Mourão”, disse o empresário Carlos André Gomes, que participou das duas sessões. “Graças à mobilização popular e a nossa pressão, os vereadores compreenderam o anseio do povo”, afirmou o advogado e músico Marllon Dionízio de Oliveira, que também acompanhou as votações e publicou, com Gomes, vídeos nas redes sociais convocando a população comparecer às sessões.

Na quinta-feira, na votação em primeiro turno, os parlamentares rejeitaram propostas de redução dos subsídios, de R$ 4.500 para vereador e de R$19.500 para prefeito.

Comente

Comentários

Copyright ®i44 News. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do i44 News (redacao@i44.com.br).