Fale Conosco

Comunidade

Avenida da manga em Campo Mourão tem até ‘guardião’

Na Manoel Mendes de Camargo, mangueiras enfileiradas chamam a atenção

Publicado

em

Do banquinho de madeira na calçada em frente de casa, com um telhadinho para manga e cocô de passarinho não cair na cabeça, o aposentado Paulo Pereira de Andrade, 77 anos, observa as mangueiras que plantou há cerca de 35 anos carregadas e que chamam a atenção.

São 10 mangueiras, uma na frente da casa dele e nove no canteiro central, em uma extensão de aproximada de 100 metros na Avenida Manoel Mendes de Camargo, entre as as ruas Panambi e Laurindo Borges, na região central de Campo Mourão.

Paulo é o guardião da “avenida da manga”. No quintal da casa simples tem mais dois pés. Os vizinhos dizem ele cuida da área com dedicação. Ao amanhecer costuma varrer as folhas, pegar as frutas que caem no chão, colocar as que já estão apodrecidas no lixo e também dá bronca em quem não respeita o lugar. “É a rua, mas olho, varro, pego as mangas e vai desse jeito. Tem que cuidar. É onde eu moro e se eu não cuidar quem vai?”, afirmou.

O aposentado diz que plantou as mangueiras no canteiro central da avenida por ter crescido no sítio, onde o pai tinha pomar e apreciava frutas. “Gosto de manga, faço suco, chupo, e de outras frutas.”

Paulo afirma que se o planejamento da arborização dependesse dele plantaria mangueiras por toda a cidade. “Melhor um pé de fruta que uma árvore que não dá nada”, disse ele, apontando para uma sibipiruna “intrusa” na avenida.

No quintal de Paulo há varas para pegar as mangas no alto, que são compartilhadas com alguns vizinhos. O tapeceiro Fábio Nunes, 38 anos, é um dos que abre o portão sem pedir licença para pegar a ferramenta.

Fábio mora e trabalha na avenida na família há cerca de 25 anos. As mangas que costuma colher também são servidas a parentes e até clientes da tapeçaria. “Manga aqui é só chegar e colher. É de graça. Quem cem sai farto de manga”, diz.

Na frente do estabelecimento, Fábio diz que vê moradores de outras regiões da cidade que vêm com sacolinhas para colher manga. “Vêm a pé ou param com o carro na avenida.”

O cabeleireiro Nilmo José Henrique, 58 anos, dono de um salão na avenida, afirma que como “tudo tem um lado bom e outro ruim”, as mangas também causam transtornos aos moradores e comerciantes.

Ele plantou três mangueiras no canteiro central e diz que hoje não faria a mesma coisa porque já viu motoristas tendo prejuízos sujeira no asfalto. “Faz sombra, tem fruta, mas cai muita folha, quando cai no chão dá mau-cheiro e as magas caem sobre os carros”, disse.

Manga

Já foram catalogadas em todo o planeta mais de 1.600 tipos de manga. Manga-coquinho e manga-espada, que podem ser encontradas na Avenida Manoel Mendes de Camargo, estão entre as mias comuns no Brasil.

Conforme sites especializados em saúde, a manga fornece cerca de 60 calorias por 100 gramas e contém nutrientes como carboidratos, fibras, antioxidantes e vitaminas B, C, E e K, e minerais como cálcio, zinco, potássio, ferro, magnésio e potássio.

Comente

Comentários

Copyright®i44 News. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do i44 News (redacao@i44.com.br).