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Economia

Em Campo Mourão, número de MEIs cresce 69% e saldo de empregos formais é 45% menor

Casa do Empreendedor registrou 850 novos micromepreendedores individuais em 2019

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O número de microempreendedores individuais (MEIs) em Campo Mourão aumentou 69,3% neste ano em relação a 2018. Já o saldo de empregos formais de janeiro a outubro é 45% menor que no mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Casa do Empreendedor, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, em 2019 foram registrados 850 novos MEIs e, em 2018, um total de 502.

“Fiz meu registro de MEI em setembro depois que abri meu negócio. Mas sei que seria muito difícil arrumar um emprego com carteira assinada”, disse a manicure Tayná Garcia, 18 anos.

Tayná começou o negócio próprio, um espaço de unhas, e diz que uma das vantagens é fazer o próprios horários e com a burocracia. “O registro de MEI está me ajudando a lidar com as questões de impostos”, afirmou.

Na modalidade, o profissional tem um CNPJ, conta com cobertura da Previdência Social e é enquadrado no Simples Nacional – para comércio e serviços, a contribuição mensal é de R$ 55,90. O faturamento anual do MEI deve ser de no máximo R$ 81 mil.

Conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, o saldo de postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a outubro deste ano em Campo Mourão – dados mais recentes – foi de 433 ante 788 em igual período em 2018.

O saldo de 433 empregos é resultado de 7.635 contratações e 7.202 demissões. O setor com melhor desempenho no intervalo é o de serviços, com saldo de 261 empregos. As áreas de serviços públicos de utilidade pública, administração pública e agropecuária tiveram resultados negativos de janeiro a outubro de 2019.

Com a divulgação nesta semana pela prefeitura da quantidade de novos registros de MEIs na Casa do Empreendedor, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Carlos Alberto Facco, comemorou o aumento. “O número de MEIs tem aumentado nos mais variados segmentos e o município procurado cada vez mais desburocratizar e agilizar os processos”, disse.

O cozinheiro Paulo César Batista Bonfim, 39 anos, tem o registro de microempreendedor individual desde o ano passado e nesta sexta-feira (13), mais uma vez, foi conferir as ofertas de emprego na Agência do Trabalhador. “O emprego com carteira assinada dá mais segurança para a gente”, diz.

Paulo procura emprego há 6 meses e novamente deixou a agência frustrado. As vagas disponíveis na área profissional dele, de auxiliar de cozinha e cozinheira para lanchonete eram exclusivas para mulheres. No total, a lista no mural contava com 15 ofertas de emprego. “Está muito complicado. Faltam vagas e o MEI fiz para dar nota fiscal em eventos que trabalho. O ideal pra mim é um emprego fixo.”

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