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Saúde

Prefeitura de Campo Mourão lança plano emergencial de prevenção à dengue e chama população de ‘porca’

No próximo sábado haverá força-tarefa para eliminar criadouros em residências

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A prefeitura de Campo Mourão anunciou nesta terça-feira (14) um plano emergencial de combate à dengue, com ações concentradas na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e aplicação de multas. Secretários municipais se referiram à população como “porca” e moradores “porcalhões” por conta do aumento da infestação.

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou que o Lira (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) apontou índice de 6,66% em Campo Mourão. Em novembro de 2019, a infestação foi de 2,6%.

Na comunidade rural Flor do Campo, o resultado do Lira foi de 50% e no Jardim Tropical 2 e Moradias Avelino Piacentini, 19,6%. “Ou tenho o compromisso de ser um bom cidadão ou um porco, uma sociedade porca”, disse Cristiano Augusto Vasconcelos Calixto, secretário municipal de Controle, Fiscalização e Ouvidoria.

No lançamento, o procurador da Câmara, Sidney Kendy Matsuguma, relatou que sua mulher foi vítima da dengue em 2013, quando o município registrou 8 mil casos da doença e quatro óbitos.

O procurador também se referiu à população que deixa lixo ser transformado em criadouro do mosquito de “porca”. O secretário de Saúde, Sergio Henrique dos Santos, também usou o mesmo tom. “Porcalhão é um termo correto”, afirmou.

Segundo Calixto, o telefone da ouvidoria (156) vai receber denúncias do “porcalhão que não tem jeito”, de quem mantém no quintal objetos que acumulam água e servem de criadouro para o mosquito.

A multa é de duas UFCM (Unidade Fiscal de Campo Mourão), que valor unitário de R$ 3,88, por metro quadrado do imóvel onde o foco foi identificado pelo agende de endemias.

Conforme a coordenadora-geral de Campo e Endemias, Marinalva Ferreira da Luz, a ação no próximo sábado (18), que está sendo tratada como “Hora D”, vai reunir entidades. As equipes acompanhadas de agentes de endemias vão visitar residências para eliminar criadouros do mosquito e conscientizar moradoes sobre o perigo da doença.

Segundo a Secretaria de Saúde, no atual ano epidemiológico, que teve início em agosto do ano passado, Campo Mourão registrou sete casos da doença, todos importados.

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