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O ‘som de Deus’ em Campo Mourão

São os quatro sinos da catedral São José que anunciam as missas

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Quem mora ou trabalha na região central ou em bairros próximos pode escutar diariamente, mais de uma vez por dia, um dos sons mais característicos de Campo Mourão. São os quatro sinos da catedral São José, instalados há 26 ano nas laterais da igreja.

Um dos responsáveis por acionar os sinos é o zelador e sacristão da catedral, Élio Diniz, 52 anos. Ele diz que se sente honrado com a função porque é o “som de Deus” na cidade.

“Pra mim é muito gratificante e só tenho a agradecer em trabalhar aqui”, disse.

Os sinos tocam meia hora antes das missas, diariamente às 6h30 e 18h30. Na quarta-feira, 11h30, e na quinta-feira, às 14h30. Élio trabalha na catedral há 7 anos, agora nos períodos da tarde e noite. “Tem que ficar sempre com o relógio preparado para acionar os sinos”, diz.

Os comandos dos sinos ficam em um quadro elétrico a caminho da sacristia. São quatro chaves para ligar os motores elétricos – cada sino é movido por um equipamento -, botões para acioná-los e luzes verdes que indicam que estão em funcionamento.

Os sinos tocam por 5 minutos. Mas Élio confessa que já esqueceu de desligá-los, deixá-los tocando por mais tempo, e também de ligar. “Ai, alguém que está na igreja avisa: ´Élio, o sino’. Aconteceu já!”, afirmou.

Os sinos ficam em duas minitorres na lateral da catedral. Em um está escrito a data 1994, quando foi instalado, e o nome do padre Jorge Wostal, responsável pela colocação deles. O padre está na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Jardim Tripical 2.

Foram fabricados pela Fundição Sinos Crespi. Segundo a empresa, documentos comprovam que os sinos são feitos pela família desde 1498, em Crema, na Itália. A empresa, com presença em São Paulo, é fornecedora de sinos para o Vaticano e o governo italiano.

Segundo o historiador José Elias, autor de 14 livros, 12 sobre Campo Mourão e que prepara para contar a história da catedral, antes existiam caixas de som que reproduziam som de sinos.

Catedral

De acordo o historiador, a catedral São José, no centro de Campo Mourão, começou a ser construída em 1954, em substituição à igreja São José, que foi feita em 1942. O núcleo urbano foi iniciado na década de 1940 e, em 1947, Campo Mourão foi elevada à categoria de município.

Quando a diocese de Campo Mourão foi instalada, em abril de 1960, e nomeação do primeiro bispo, dom Eliseu Simões, metade da igreja havia sido construída. Em 1979, foram instaladas as portas lavradas pelo artista, residente em Maringá, Nivaldo Tonon, com entalhes que representam cenas da vida de São José, e concluída a construção.

Conforme o historiador, em novembro de 1982, o presidente João Figueiredo (1979 a 1985) esteve em Campo Mourão e fez uma visita à igreja, que é semelhante à catedral São José em São Bento do Sul (SC).

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