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Por falta de dinheiro, Casa de Apoio aos Doentes de Câncer para de hospedar e entregar marmitas

Entidade não fechou as portas, mas cancelou serviços que ajudavam centenas de pacientes que lutam contra a doença

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A Casa de Apoio aos Doentes de Câncer de Campo Mourão parou de receber hóspedes e entregar marmitas para pacientes em duas unidades de saúde da cidade por falta de dinheiro. A entidade não paga os salários dos dois funcionários desde junho do ano passado e já teve o telefone cortado.

Levantamento mostra que entre junho de 2010 e 2019, a entidade acolheu 4.151 pessoas em tratamento contra o câncer e acompanhantes de outras cidades e distribuiu 156 mil marmitas na oncologia da Santa Casa e Instituto do Rim para que pessoas que lutam contra a doença possam almoçar. “Infelizmente, as portas da casa de apoio estão fechadas por enquanto”, disse o motorista da entidade, José Alves Sobrinho.

Segundo Sobrinho, a entidade encerra o mês com dívida de R$ 3 mil. A casa de madeira na Rua José Francisco da Silva, na Vila Rio Grande, é cedida pela prefeitura, que paga a conta de energia elétrica. A Paróquia Nossa Senhora Aparecida colabora com R$ 350 para a fatura da água.

Sobrinho diz que a entidade não tem dinheiro para colocar combustível na Kombi e fazer a entrega das marmitas. Também não há recursos para manter o serviço de hospedagem de até 15 pessoas. A casa de apoio não recebe ninguém desde o dia 6 de janeiro. O telefone está bloqueado há 6 meses por falta de pagamento. “Nós ajudamos pessoas doentes e seus acompanhantes. São pessoas humildes”, afirmou.

Nos quartos, as camas estão vazias, todas arrumadas. Na cozinha, as penelas grandes que a cozinheira Abigal Barbosa Fonseca, 59 anos, usava para fazer a comida colocada nas marmitas estão vazias, lustradas com esmero e sobre o fogão. “Se começarmos s encher a casa com pessoas que precisam não teremos dinheiro para pagar as contas”, diz Alves.

O motorista e a cozinheira são os dois funcionários da entidade. Eles não recebem salários há 8 meses. Abigail diz que está dependendo da ajuda de amigos para pagar as contas da casa. “Precisamos do salário e muitas pessoas precisam de nós”, disse ela.

A cozinheira afirma que a única renda da casa hoje é da aposentadoria de um salário-mínimo por invalidez do marido. “Eu, mouronense, me sinto muito triste em viver assim.

Abigail cita a bíblia para explicar a fase da vida, de ter que espera auxílio de pessoas conhecidas para comprar comida e pagar contas de água e luz: “Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus”. (1 Tessalonicense 2:9.

A entidade tem alimentos que foram doados pela população. No final do ano, muita gente ajudou co entregar arroz, feijão, óleo e outros produtos. Quando estava em funcionamento, eram preparados cerca de 4 mil quilos por mês.

Doações

Quem quiser ajudar a casa de apoio pode ir até a entidade que fica na Rua José Francisco da Silva, 301, Vila Rio Grande.

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