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Com coronavírus, movimento em parada de ônibus em Campo Mourão teve queda de 80%

Tio Patinhas, um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade, avaliava fechar as portas antes da prefeitura determinar paralisação do comércio

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A pandemia de coronavírus levou à queda de 80% do movimento em um dos estabelecimentos comerciais mais tradicionais de Campo Mourão. O restaurante e lanchonete Tio Patinhas funciona na cidade desde 1972 e era uma espécie de “parada obrigatória” de ônibus de linha e turismo às margens do trecho urbano da BR-487.

Nesta semana, o governo do Paraná proibiu a entrada e circulação de ônibus interestaduais no Estado para conter o avanço do Covid-19. E, na quinta-feira (19), a prefeitura de Campo Mourão determinou o fechamento do comércio a partir desta sexta-feira (20). As exceções são farmácias, supermercados, postos de combustíveis, hospitais e outras atividades consideradas essenciais.

Segundo a gerência do estabelecimento, que segue aberto nesta sexta-feira, mesmo antes da determinação da administração municipal de fechar o comércio era avaliada a possibilidade de encerrar as atividades por causa da queda no movimento.

Nesta semana, o restaurante parou de operar. O serviço de entrega de marmitas continuou. Somente a lanchonete atendeu normalmente. Por conta da queda nas vendas, dois funcionários já tinham sido dispensados e outros três saíram em férias.

Pelo menos 70% dos clientes do Tio Patinhas eram de outras cidades. O estabelecimento era parada de de ônibus de linha e turismo de várias regiões do país às margens do trecho urbano da BR-487, na esquina com a Avenida João Bento, no Jardim Zoraide.

Para dar conta do movimento, o Tio Patinha tinha 35 funcionários. Além do regime de 24 horas de funcionamento, a abertura era garantida em datas especiais como Páscoa e Natal.

Canja

A receita mais famosa do Tio Patinhas é a canja, servida no balcão em um cumbuca com um prato de torradas e potinhos com cheiro-verde e queijo ralado.

A canja é com peito de frango, arroz, cenoura, caldo de galinha e temperos. A iguari é servida desde a década de 1970. Em dias de shows sertanejos a cidades, a equipe de funcionários era reforçada durante a madrugada para atender quem saia da balada e procurava o estabelecimento para se alimentar.   

Em madrugadas assim eram servidas cerca de 150 porções da canja. A receita “herdada” por Evandro José Tardivo Galace, em 2003, quando comprou o estabelecimento.

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