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Vida e Estilo

Ele tem a bicicleta mais estilosa de Campo Mourão

“É para curtir. É a brisa, uma bicicleta diferente”, diz o metalúrgico Gelson Silva

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Coturno preto, camiseta da banda Guns N´Roses, calça jeans, óculos escuros e chapéu de bruxo. Gelson da Silva, 49 anos, está pronto para mais um passeio de bicicleta por Campo Mourão. Mas não é uma bike qualquer. Trata-se de um exemplar estilo Harley Davidson, com buzina, luz, caveiras, caixinha de som até um porta latinha.

Gelson parece ter feito uma viagem no túnel do tempo, vindo dos anos 1980, por causa do visual. Na caixinha de som pendurada no guidão da bicicleta, a tilha que embalava as pedaladas no Jardim Tropical era “You’re my heart, you’re my soul ”, da dupla alemã Mordern Talking, sucesso naquela época.

No Jardim Tropical é conhecido e em outras partes da cidade também. Alguns o chamam de “cabelo”, outros de “Bob Marley”. “Aqui até os cachorros me conhecem e onde eu moro”, diz.

Quando não está em casa ou na metalúrgica onde trabalha, Gelson fica em uma borracharia na esquina de sua residência com o amigo Marco de Rezende, 44 anos. “Todo dia ele vem aqui”, afirmou.

A bicicleta tem 10 anos e ele foi incrementando aos poucos. Comprou um “kit Harley”, manteve o quadro original e fez o garfo, o guidão, banco, adereços de caveira, pendurou coisas e acoplou um extintor para encher com ar para acionar a buzina estridente com duas cornetas. “Fui montando aos poucos, fazendo do meu jeito.”

O trabalho fica a cerca de 13 quilômetros de casa e Gelson vai de bicicleta, apesar de ter uma moto na garagem. Já fez “rolês” maiores, em Maringá, Cianorte e Terra Boa. Foram quase 5 horas de estrada para chegar em Maringá (a 80 km de Campo Mourão) animado com hits da euro dance e quatro paradas para descansar. “É para curtir. É a brisa, uma bicicleta diferente. Meu prazer é andar com ela”, disse.

Os detalhes da bicicleta chamam a atenção. Na frente, uma caveira lembra o filme “Motoqueiro Fantasma”. Pendurado no guidão tem um filtro dos sonhos, um amuleto nativo americano. E, no meio do quadro, uma adereço ainda mais singelo, um menininha de bicicleta carregando um cestinha de flores, mas que ele usa para colocar lata de cerveja. “Alguns gostam, outras acham ridículo, bonito.”

Por causa do visual, Gleson diz que quando tá na rua é chamado de “vida louca” por algumas pessoas. Mas ele trabalha há 25 anos em uma empresa, é casado e tem dois filhos. “A bicicleta é só para tirar o rolê. Me ver aqui é uma coisa, no serviço é outra.”

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