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Saúde

Com dois ex-ministros, Maringá pode emplacar agora a ministra da Saúde

Bolsonaro pode escolher médica maringaense, que morou em Cascavel, para dirigir a pasta durante pandemia

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Após a turbulenta saída do “filho ilustre” Sergio Moro, que nasceu na cidade, Maringá poderá ter agora uma “filha” natural ocupando espaço de destaque no ministério de Jair Bolsonaro. Doutora em Oncologia e Imunologia, a médica Nise Hitomi Yamaguchi nasceu na cidade em 6 de maio de 1959 e pode ser a nova ministra da Saúde no governo federal.

Se concretizada a escolha, será mais um “filho da terra” que ocupará o cargo. No governo Temer, o atual deputado federal Ricardo Barros (Progressistas) – também nascido em 1959 – foi ministro da Saúde entre 2016 a 2018.

O único maringaense que permaneceu na cidade entre os três é Barros. Sergio Moro deixou a cidade logo após se formar na Universidade Estadual de Maringá em 95 e foi para capital paranaense. Nise, ainda no início da adolescência  foi com a família para Cascavel. Na cidade, o pai atuava em comercialização de grãos e morreu  em acidente de trânsito nas proximidades do Country Club. Na direção, ele bateu seu carro em um caminhão da prefeitura.

Nipo-brasileira

Filha de mãe brasileira e pai japonês, Nise mudou  pra Curitiba, onde despertou interesse por Literatura e Filosofia, disciplinas que a levaram para Medicina que cursou na Universidade de São Paulo.

Apaixonada pela Oncologia, a médica é autora de três livros na área. Sua sólida formação acadêmica, inclui cursos na Alemanha e Suíça sobre a visão humanística do paciente e familiares e um longo aprendizado sobre Imunologia de Tumores no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, que gerou sua tese de mestrado na área disciplina de Imunologia no Hospital das Clínicas da USP.

A maringaense também é doutora na disciplina de Pneumologia, tendo atuado no MD Anderson Cancer Center em Houston, no Texas. Nise é cientista senior do Instituto de Prevenção e Pesquisa e co-fundadora da World Cancer Alliances, sediado em Lyon na França.

Referência na área de oncologia, Nise atua nos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em São Paulo e dirige o Instituto Avanços em Medicina e coordena o um instituto com seu nome.

Em 2019 recebeu o Prêmio Latino-Americano Cidade do México- em reconhecimento por seu papel na fundação da das Conferências Latino-Americanas sobre Câncer de Pulmão, e pelas atividades de controle de tabaco e acesso de pacientes com câncer a melhores tratamentos em toda a América Latina. No mesmo ano, na França, ele foi premiada por sua atuação na prevenção e pesquisa entre diretores dos Institutos Nacionais de Câncer, com foco na implementação pública e nas disparidades regionais.

Defensora do uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 e do afrouxamento das regras de isolamento social, a médica é apontada em Brasília como a próxima ministra da Saúde. Em entrevista divulgada nesta segunda-feira (18) ao portal UOL, Nise disse que aceita o cargo se tiver a escolha sacramentada por Bolsonaro.

 

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