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Polícia Civil investiga possível atuação de mulher como falsa psicóloga e atender na Fundacam

Denúncia é de exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica

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A Polícia Civil de Campo Mourão investiga denúncia de que uma mulher, dona de uma empresa na área de educação, atuou como psicóloga na sede da Fundacam (Fundação Cultura de Campo Mourão) por cerca de 4 anos sem registro profissional. Os crimes investigados são exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica.

A denúncia feita por uma funcionária da empresa da mulher diz que os atendimentos remunerados começaram a ser remunerados pela AMA-Comcam (Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Mourão) em 2016 e encerrados em julho deste ano em espaço cedido na Fundacam pela secretária municipal de Cultura, Marley Lisabete Formentini, que é voluntária da entidade.

De acordo com Luan Matheus Drancka, advogado da denunciante que registrou boletim de ocorrência na terça-feira (25), a mulher é 1ª secretária da Ama-Comcam e usava carimbo e o registro no CRP (Conselho Regional de Psicologia) de uma profissional como o mesmo nome inicial, Gisela, de Passo Fundo (RS).

A denunciante trabalha no setor de vendas na empresa que ministra cursos e faz qualificação profissional. Na terça-feira, mesmo dia em que a denúncia feita, a funcionária chamou a PM (Polícia Militar) e disse que estava sendo ameaçada no trabalho pela mulher.

O caso também foi denunciado ao conselho de ética do Conselho Regional de Psicologia do Paraná. A psicóloga de Passo Fundo também registrou boletim de ocorrência.

No seu perfil no Facebook, a mulher se apresenta como “life coach” e terapeuta familiar e informa que estudou Psicologia na Faculdade Unicampo e Terapia Familiar Sistêmica na Unopar.

Segundo o delegado-chefe da 16ª SDP (Subdivisão Policial) de Campo Mourão, Nilson Rodrigues da Silva, foi feita na terça-feira oitiva da mulher, que estava acompanhada do advogado, mas ela não se pronunciou. “Preferiu ficar em silêncio”, disse.

Na empresa da mulher, a polícia apreendeu o carimbo profissional usado nas consultas para a Ama-Comcam na Fundacam, particulares também e documentação.

Conforme o delegado, a polícia vai procurar ouvir pessoas que possivelmente fizeram consulta com a mulher e buscar outras provas para a comprovação da denúncia. “O objetivo da investigação é materialização do crime, conseguir provas materiais”, disse.

A secretária municipal de Cultura não quis cometer o assunto. Ele disse apenas que “você precisa falar com ela [denunciada] e não comigo”. A reportagem não conseguiu contato com ninguém da Ama-Comcam e com a mulher que foi denunciada.

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