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Polícia

Mulher que atendia como psicóloga na Fundacam não tem registro profissional, diz CRP-PR

Prefeitura informou que ela atendeu servidores da Fundação Cultural sem anuência da administração municipal

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O CRP-PR (Conselho Regional de Psicologia do Paraná) emitiu nota na qual informa que a não consta no Cadastro Nacional de Psicólogos registro no nome de “Gisela de Oliveira Souza de Lima Ribeiro da Silva”. A Polícia Civil investiga denúncia que ela vinha fazendo atendimentos como psicóloga particular e também na Fundacam (Fundação Cultural de Campo Mourão).

O conselho informou ainda que “procederá as averiguações necessárias, de acordo com o previso em suas resoluções, procedendo encaminhamentos caso seja verificada irregularidade às autoridades judiciais competentes”.

A mulher é proprietária de uma empresa na área de educação em Campo Mourão. Segundo denúncia feita por uma funcionária dela à Polícia Civil e MP-PR (Ministério Público do Paraná), ela fez atendimentos remunerados na sede da Fundacam entre 2016 e julho deste ano para a AMA-Comcam (Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Mourão) e o espaço órgão público foi cedido pela secretária municipal de Cultura, Marley Lisabete Formentini, que é voluntária da entidade.

Conforme a denúncia, a mulher usava carimbo e o registro no CRP (Conselho Regional de Psicologia) de uma profissional como o mesmo nome inicial, Gisela, de Passo Fundo (RS), para fazer os atendimentos.

A mulher se apresenta no seu perfil no Facebook como “life coach” e terapeuta familiar e que estudou Psicologia na Faculdade Unicampo e Terapia Familiar Sistêmica na Unopar. Na quarta-feira, a informação constava no perfil. Nesta quinta-feira, não aparecei mais.

Prefeitura

Nota divulgado nesta quinta-feira (27) pela prefeitura de Campo Mourão diz que a mulher alvo de investigação “não tem qualquer vínculo profissional com o município”.

A nota informa ainda que a secretária municipal de Cultura afirma que ela “atendeu gratuitamente três servidores da Fundação Cultural, por solicitação dos próprios servidores, sem nenhuma anuência ou respaldo da administração municipal.

A prefeitura não menciona na nota sobre o espaço cedido à AMA-Comcam pela secretária na Funcacam para atendimento psicológico feito pela mulher por cerca de 4 anos, conforme consta da denúncia.

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